
Em 1971 o casal de cineastas
Michael e
Roberta Findlay dirigiram um filme chamado “
The Slaughter”. O resultado foi uma grande porcaria, tanto que o filme não saiu da gaveta e ficou ali por cinco anos. Neste meio tempo cresceram as notícias que existiam “snuff movies” vindos da América do Sul sendo comercializados nos EUA. Esta notícia foi totalmente oportuna para o casal Findlay, espertos, criarem um dos filmes mais polêmicos já feitos. Continuou sendo uma grande porcaria, mas tinha um diferencial, segundo eles nos minutos finais uma moça seria morta diante das câmeras. Com algumas cenas adquiridas na Argentina, rebatizaram o filme para “
Snuff” (se aproveitando dos vídeos que nunca ninguém viu da seita do Charles Manson, que teria o mesmo nome) e lançaram no ano de 1976.
Com este comercial os cinemas lotaram para assistir a um autêntico “
snuff” e a cena realmente estava lá. A coitada era desmembrada por uma moto-serra e partida ao meio com suas tripas expostas. Com o público cada vez mais interessado em assistir ao assassinato real nas telinhas, o FBI se interessou pelo caso e começou a investigar, chegando à conclusão que tudo era forjado, os efeitos impressionavam na época, mas não passavam de maquiagem. Desfez-se assim uma das maiores picaretagens do cinema. O interessante era o slogan do filme: “
Um filme que só poderia ser feito na América do Sul, onde a vida é barata!” (sem comentários...)

Depois de “
Snuff”, vários outros filmes foram acusados de mostrarem mortes de verdade no cinema, mas sempre não passavam de maquiagens muito bem feitas. Foi assim com
“Aniversário Macabro” (The Last House on the Left, 1972), o filme mais cru e violento do
Wes Craven, que criou tanta polêmica que existe um documentário na linha “
Faces da Morte” que compilou algumas cenas do filme como verdadeiras. “
Emanuelle in America”, do finado diretor faz-tudo
Joe D'Amato, onde a Emanuelle investiga uma rede de “snuff” e são mostradas algumas cenas muito realísticas de um suposto “
snuff”, na verdade uma aula de maquiagem pelo mago italiano
Giannetto De Rossi. E também
“Za ginipiggu” (Guinea Pig), que enganou
Charlie Sheen pelas suas imagens convincentes e depois foi descoberto que tudo não passou de uma prova de alunos de maquiagem. Um outro
snuff “autêntico” pode ser encontrado no curta “
Broken Movie”, produzido por
Trent Reznor, idealizador da banda industrial
Nine Inch Nails.

A origem do curta é um tanto controversa. Em 1992, o
Nine Inch Nails lançou o EP Broken. Foi seguido em 1993 por um filme de curta duração, aproximadamente 20 minutos em duração, conhecido como "
Broken Movie". Filmado e dirigido por
Peter Christopherson, o filme costurou os quatro vídeos de Broken juntos através de um violento "
snuff", e incluiu seu próprio vídeo para a canção "Gave Up" como sua conclusão. Devido ao seu conteúdo extremamente violento, "
Broken Movie" nunca foi oficialmente lançado (e provavelmente nunca será), mas foi vazado como um "bootleg" que se tornou massivamente trocado em VHS nos anos 90, e em anos recentes via internet.
Até hoje nenhum “
snuff” real foi comercializado, virando uma espécie de lenda urbana, pois todos os filmes comerciais que levaram a fama na verdade eram falsos, mas não é por isso que não existam.
Comentários
Em breve mais podreiras virão...escondam as crianças e cardíacos!!!!
ADOREI!
Um abraço!
Ro
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