Sex, 01 de Fevereiro de 2013 00:00
Última atualização em Sex, 01 de Fevereiro de 2013 09:13
Escrito por Sombra Posthuman
A dor do amor nunca teve vacina.
Tortura enquanto traz uma esperança,
Me dá a crueldade da criança
Que afoga gatos pretos na piscina.
Nasce o poeta da carnificina,
O qual declama a macabra dança
Daqueles que sufocam a lembrança
E não apreciaram uma chacina.
Eu quero destruir algo bonito,
Sujar de lama o vestido mais branco
E perverter o mais puro dos santos,
Pintar com sangue o meu nome maldito.
Cale a madrugada com o meu grito.
Aflito, berro meu lamento franco
E cubro as florestas com meu manto
De fogo negro até o infinito.
Um monstro, violentar todas as fadas.
Espada no ventre da mãe ditosa.
Eu vou despetalar todas as rosas.
Sem culpa, macular nobres ossadas.
O vento arruinou minha jornada,
Tornou-me uma cobra venenosa.
Que morde aquela égua piedosa
Que não me atropelara na estrada.
Minha`alma sente todas as manhãs
A perda de um filho para as mães
E o holocausto para um judeu.
Eu quero amassar bem os seus pães,
Jogar seu coração para os cães,
Assim como fizeste com o meu.
Poesias