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A dor do amor nunca teve vacina.

Tortura enquanto traz uma esperança,

Me dá a crueldade da criança

Que afoga gatos pretos na piscina.



Nasce o poeta da carnificina,

O qual declama a macabra dança

Daqueles que sufocam a lembrança

E não apreciaram uma chacina.



Eu quero destruir algo bonito,

Sujar de lama o vestido mais branco

E perverter o mais puro dos santos,

Pintar com sangue o meu nome maldito.



Cale a madrugada com o meu grito.

Aflito, berro meu lamento franco

E cubro as florestas com meu manto

De fogo negro até o infinito.



Um monstro, violentar todas as fadas.

Espada no ventre da mãe ditosa.

Eu vou despetalar todas as rosas.

Sem culpa, macular nobres ossadas.



O vento arruinou minha jornada,

Tornou-me uma cobra venenosa.

Que morde aquela égua piedosa

Que não me atropelara na estrada.



Minha`alma sente todas as manhãs

A perda de um filho para as mães

E o holocausto para um judeu.



Eu quero amassar bem os seus pães,

Jogar seu coração para os cães,

Assim como fizeste com o meu.


Poesias

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