outra manhã amanhecida
(a mesma manhã
bem amanhecida)
com o ranço e a gordura
de todas as outras manhãs
inutilmente amanhecidas...
as mesmas pessoas ridículas
aos mesmos trabalhos risíveis
na graça de tanta desgraça
ah se eu pudesse morrer de me rir
ah se eu pudesse viver de me ir...
as mesmas pessoas de nada
nadando em pensamentos
de uma mente afogada
na merda
inflada de pensamentos
e nenhum que valha a pena
(pra onde te leva tua perna?)
sentimentalóides debilóides
(e outra manhã de lerda)
e certos de que são profundos...
pelos mesmos caminhos imundos
caminha para o seu sem-sentido
(com o cérebro coberto
com uma tanga)
a moça divinamente bela
( cuja alma é uma baranga)
e cuja saliva é de cadela
desta amanhã amanhecida
de que chamam vida
quem me dera morrer de rir...
hora de ir dormir
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