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outra manhã amanhecida

(a mesma manhã

bem amanhecida)

com o ranço e a gordura

de todas as outras manhãs

inutilmente amanhecidas...

 

as mesmas pessoas ridículas

aos mesmos trabalhos risíveis

na graça de tanta desgraça

ah se eu pudesse morrer de me rir

ah se eu pudesse viver de  me ir...

 

as mesmas pessoas de nada

nadando em pensamentos

de uma mente afogada

na merda

inflada de pensamentos

e nenhum que valha a pena

(pra onde te leva tua perna?)

sentimentalóides debilóides

(e outra manhã de lerda)

e certos de que são profundos...

 

pelos mesmos caminhos imundos

caminha para o seu sem-sentido

(com o cérebro coberto

com uma tanga)

a moça divinamente bela

( cuja alma é uma baranga)

e cuja saliva é de cadela

 

desta amanhã amanhecida

de que chamam vida

quem me dera morrer de rir...

 

hora de ir dormir




Comentários  

0 #1 incrível!Alex Sandro Maggioni Spindler 27-03-2012 19:05
Poema incrível, ritmo e imagens muito interessante... Lemborou-me bukovski por um momento, mas logo percebi que se tratava de Alessandro Reiffer.

Parabéns!
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Poesias

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