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um dia conheci um senhor
à beira da morte
queria contar seus casos
histórias e, acima de tudo, conversar
queria companhia, às vezes
até mesmo cantar
tinha de vê-lo bebendo água
a sua, por vezes, tinha gosto de amanhã
a sopa, por vezes, era tão boa ou melhor que a do Maracanã
embora fosse feita pela enfermeira; filha da Maria costureira
a verdade é que a morte ensina mais que a vida;
aprende a viver - quem aprende a morrer.


Comentários  

0 #1 RE: A Beira da MorteMarius Arthorius 03-02-2012 10:16
Excelente poema, as frases finais trazem profundas reflexões.
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Poesias

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