As penas queimam em chamas
Esquentando o mundo a todo dia
Os anjos apodrecem com suas asas flamejantes
Só resta ao povo se alimentar
Das podridões sacras que emergem do fogo
Carbono reestruturado e intoxicante
Tudo isso é nauseante
Levam os anjos ao fogo
Mantenham as chamas acessas
Queimando dentro de nós
O ódio fervilha diante da estupidez
Desgastando as sustentações existenciais
Divindades mortas de nada servem
E nós matamos a nossa há muito tempo
Agora vagamos livres pelo cosmos
A responsabilidade recaiu sobre nossas costas
Cresçamos, pois Papai morreu
Sem mais falsas justificativas para calamidades
Já temos a razão para entendermos
A profunda realidade de nossos atos
Os anjos queimam em nosso fogo
Iniciamos esta combustão
E vamos consumar nossa fornalha
Destruindo as tolas realidades alternativas
Pois só há uma significativa
Além de qualquer força imaginativa
Já ouço os ossos angelicais se quebrando
Pregos cravados na madeira
Prendendo a carne
De criaturas imaginárias