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sinto seu cheiro e o instinto só me conta

da minha fome

fome fome fome

 

entremeusdentesuacarne

fome fome fome

 

e voce escorre nos meus lábios

é tao quente baby

ah como eu quero

e meu sangue se aquece

ah, é tão quente e seu cheiro me apetece

fome fome fome

 

minha lascívia se embriaga em sua saliva

minha rosa azul

queimando mundo em blues

 

e sua alma é tão doce

que uma lágrima triste queima pele fria

e lembraria com saudade

essa alma já foi minha

 

você é tão doce

em minhas sombras sua luz

 

me dê sua boca baby

sua pele a minha febre

a minha sede

a minha verve

 

mas a fera ri e saliva em fome

fome fome fome

e minha lascívia se embriaga de sua saliva

 

e seu coração é tão doce baby

escorrendo em meus lábios

derramando-se rubis em minha pele

 

e o vento em seus cabelos só me traz

o seu cheiro

e o vento em minha face só me beija

o seu cheiro

 

o luar argênteo ri e debochada a fera espia

e das sombras os dentes dilaceram a alma

 

eu sorvo sua lágrima

ela é tão quente baby

quando você morre

sou apenas sombras

 

e o seu gosto é tão doce ferindo

minha garganta embargada

dilacera meus ossos

e encontro-me em sombras

 

violinos baby

violinos choram

e suas lágrimas ainda queimam

minha pele fria

fria

fria

enquanto morre a alma minha

 

ponteiros tristes de um relógio insano giram

ao som de violinos violentos

violinos que choram baby

seios pálidos palpitam sombra e solidão

suas lágrimas ainda queimam minha face

minha pele fria fria fria

alma morta a minha

Poesias

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