Há um túmulo,
Oh, sim, um túmulo,
Em meu coração.
Mas que um túmulo
É um lar, um lar final,
De coisas infelizes:
Sonhos mortos,
Memórias passadas,
Esperanças náufragas
E amores extintos.
Feito de sufocados desejos,
E Pintado com as cores
Roubadas e deformadas
De tempos felizes.
Diante desse túmulo,
No chão me ajoelho
E então eu choro.