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Os pensamentos escorrem pelas minhas mãos,
Sinto-me inundada de verbos.
Molhada!
O chão gelado restaura minha lucidez e por isso sei que vivo.
Ouço passos pela casa que não visito á alguns dias,
Exceto pelo banheiro no qual estou.
Eu poderia lutar se quisesse. Mas não quero.
Prefiro me entregar.
Os botões da minha blusa se perderam em uma cama qualquer.
Assim como meu sexo.
E sou eternamente grata.
Servi aquele que bebeu do meu sangue.
Amigo?!
Estou exausta, e ele volta a todo o momento.
Medo?
Sim, mas também anseio.
A morte toca minha vida em cada beijo.
E eu que nem sabia que os anjos amavam.

Poesias do Porão - Poesias

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