Ó Lua ignóbil e maculante
Que cortejas o Lobo enclausurado...
Tu incitas está fome alucinante,
Que devora o maldito encarcerado.
Ó Lua desprovida de favores
Que desnorteia a alma possuída...
Tu impões a ela duros açoites
Que flagelam vidas desprovidas.
Ó Lua insana e imponente
A quem o Lobo clama e reverencia...
Tu és a responsável indolente
Da maldição que inflama e sentencia...
Num ciclo amaldiçoado, outrora homem,
Agora fera, lobisomem!