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Sangue nas mãos
Andando por
Úmidos porões
Um saco de estopa
Cheio de corações

Um facão é sua arma
A cor do sangue
Seu carma

Quer correr?
Não adianta
Hoje você vai morrer

Visão de horror
Órgãos dilacerados
A última agonia
Dos assassinados

Um psicopata
Temido
Um louco
Varrido

Lá vai ele
Embora da cidade
Para em outra
Continuar com
Sua crueldade

 

Poesias do Porão - Poesias

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