Lua altiva brilhando
Silêncio permeia o negrume
Andar pelos pastos sombrios
Buscando, sem sorte, seu lume.
Ardor das carnes expostas
Projeta no medo um açoite
O bronze perfura vil corpo
Sozinho, indefeso na noite.
Jorrando mel rubro e orvalho
Invadem a terra em torpor
Mistura dos sais que convidam
Em festa, a morte em fulgor.
O vento que corta inclemente
Os silvos brindando o vazio
Despertam nos seres do escuro
Volúpias, desejos no cio.