Sob as favas da coroa de meu rei,
Representante vivo de meu senhor e salvador,
Escalpelava todos os iníquos,
Pedindo que Deus não o condene com seu furor.
Das crianças era herói; aquele que matava o pagão;
Fazia jorrar sangue no púpito funesto e cabeças jazerem no chão.
Eu era aquele que trabalhava com a morte.
Minha identidade ninguém conhecia;
Deposito, agora, nestas linhas imprudentes, minhas memórias que jorram em
vertentes.
Vertentes de sangue.
Em nome do rei, em nome de Deus
E da Santa Inquisição: Morte ao pagão!
Descobri, ao fim, que matava em vão.
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