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Sob as favas da coroa de meu rei,
Representante vivo de meu senhor e salvador,
Escalpelava todos os iníquos,
Pedindo que Deus não o condene com seu furor.

Das crianças era herói; aquele que matava o pagão;
Fazia jorrar sangue no púpito funesto e cabeças jazerem no chão.
Eu era aquele que trabalhava com a morte.
Minha identidade ninguém conhecia;
Deposito, agora, nestas linhas imprudentes, minhas memórias que jorram em
vertentes.

Vertentes de sangue.

Em nome do rei, em nome de Deus
E da Santa Inquisição: Morte ao pagão!
Descobri, ao fim, que matava em vão.

 

 


Emanoel Ferreira nasceu no dia 16 de dezembro de 1991, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Publicou no volume 1 de “Solarium - Contos de Ficção Científica” (Editora Multifoco / 2009), com o conto “O Alienígena”.

 

Blog: www.emanoelferreira.blogspot.com

E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

 

Comentários  

0 #1 REVELADOR!MÁRSON ALQUATI 25-06-2009 15:30
Seja nos minicontos, nos contos e textos e agora também no mundo dos poemas, Emanoel, é uma grande e promissora revelação... Meus parabéns!
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Poesias do Porão - Poesias

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