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Seja livre como eu sou!
Leia em minhas mentes Todas aquelas palavras:
as palavras daninhas que ninguém sequer ousou dizer...

Conquista com teu olhar a minha esperança já desfalecida
Temerosa em ser outra vez.

Serve-me com tua luxúria o cálice da vida que me dará a morte derradeira e verdadeira.

Converte minha carne na tua, ama minha vida, sorve minha dor!
Realiza meus lampejos!

Devora-me a esperança!
Sussura em meu pranto seu grito de matança
Da carne
Alheia.

E depois do ápice só resta a discrepância
em que ficou meu espírito, antes êrmo,
Depois daquele beijo
de teus lábios de mel.

Naquela tarde sombria e fria
Onde a tolerância ainda era dia.

(Emilia Ract)

Poesias do Porão - Poesias

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