Qua, 29 de Abril de 2009 17:25
Escrito por Emilia Ract
Seja livre como eu sou!
Leia em minhas mentes Todas aquelas palavras:
as palavras daninhas que ninguém sequer ousou dizer...
Conquista com teu olhar a minha esperança já desfalecida
Temerosa em ser outra vez.
Serve-me com tua luxúria o cálice da vida que me dará a morte derradeira e verdadeira.
Converte minha carne na tua, ama minha vida, sorve minha dor!
Realiza meus lampejos!
Devora-me a esperança!
Sussura em meu pranto seu grito de matança
Da carne
Alheia.
E depois do ápice só resta a discrepância
em que ficou meu espírito, antes êrmo,
Depois daquele beijo
de teus lábios de mel.
Naquela tarde sombria e fria
Onde a tolerância ainda era dia.
(Emilia Ract)
Poesias do Porão -
Poesias