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Morcegos voavam em torno da Morte.
Suas asas negras e longas acompanhando sua foice, sombreavam a lâmina de prata.
Mas para a surpresa dos cadáveres, não pingava na foice sangue de gente, carnes mórbidas para a Morte.  Mas sim piche reluzente cujo poder era curar pela punhalada os indigentes.
E a Morte estava no cemitério. Sua Majestade era severa.  Alta, vestido seu esqueleto gigante e marrom de veludo negro, caminhava prudente entre o jardim cinzento e as covas.
A Morte vinha levar consigo as caveiras dos mortos naquela hora da madrugada viva.
E então, com seu cetro ela os levantou de vez.
Os morcegos se multiplicaram e se tornaram as asas dos corpos.
Carregaram as caveiras de um assalto e pra lua voaram na caravana da Morte.
E suas carnes de sangue coagulado, se desintegraram pelo céu em sorte.
A Morte sarou a desesperança daquelas caveiras de se sentirem sem uma alma, ainda que fosse traiçoeira.

Poesias do Porão - Poesias

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