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Não vejo razão na vida,
E também a morte não me apraz,
Nada neste mundo satisfaz
Minha vontade perdida.
 
Perdida aonde? Não sei,
Mas, se soubesse do que valeria?
Não pode haver nostalgia
Em algo que se vê pela primeira vez.
 
Vivo pela incerteza
Do fim deste intervalo prévio,
Que a mim não trouxe nenhuma alegria...
 
Mas do que me vale esta fútil proeza?
A razão da vida é o tédio,
De alguém que não sabia porque vivia.
 

Poesias do Porão - Poesias

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