Fugido à força da luz que esconjuro;
Defronte a campa de um lugar, esquecido
À lânguida sombra de um abrigo obscuro,
Descendo às margens do Mausoléu Perdido!
O abismal tormento que aflige aos mortos,
Nestas lájeas úmidas, que os vão vestindo,
E o odor inebriante destes vermes porcos,
Que em marchas fúnebres anunciam vosso destino.
Se sonhas talvez, Oh! Cadáver pútrido,
Voltar a vida por impulso súbito
Dos braços da morte, talvez se libertar;
Saiba que teu lúgubre jazigo
Que padece à deriva, Esquecido,
Tornar-se-á na morte meu Lar.