Banner
(0 votes)

Pela última vez contemplou o horizonte
Em músculos de uma face morta,
Enrijecendo-se lentamente.
Foi-se a carne.
Não chore, pois ele não gostaria,
Encontrá-la assim seria o fim.

Entre suas coxas uma cabeça
Decepada pelo erro,
O sangue coagula,
A pele esfria
Entre olhos fosqueados
E uma boca entreaberta
E um dramático julgamento.

Sobrarão somente memórias,
A carne se desfez,
Enterraremos o cadáver destroçado.
O dia está pálido,
Nessa tênue existência.


- Mensageiro Obscuro.
Junho/2007.

Poesias do Porão - Poesias

Facebook Page: estronhobook Twitter: estronho YouTube: EditoraEstronho
Banner
Nós temos 149 visitantes online