Sáb, 14 de Junho de 2008 06:13
Escrito por Mensageiro Obscuro
Pela última vez contemplou o horizonte
Em músculos de uma face morta,
Enrijecendo-se lentamente.
Foi-se a carne.
Não chore, pois ele não gostaria,
Encontrá-la assim seria o fim.
Entre suas coxas uma cabeça
Decepada pelo erro,
O sangue coagula,
A pele esfria
Entre olhos fosqueados
E uma boca entreaberta
E um dramático julgamento.
Sobrarão somente memórias,
A carne se desfez,
Enterraremos o cadáver destroçado.
O dia está pálido,
Nessa tênue existência.
- Mensageiro Obscuro.
Junho/2007.
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