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23 Fevereiro 2009
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Contos Estronhos -
Contos e Crônicas
Depois de uma noite de trevas, euforia e sangue, foi-se o prefeito daquela pequena cidade deitar-se, lividamente satisfeito: menos um maldito vampiro vagava por ali. O peculiar sopro sobre a vela de cabeceira fez toda a escuridão repousar por definitivo no quarto. Não tardou muito para que suas pálpebras fossem pesadas demais para suportar. Dormiu.
Instantes depois, uma goteira em algum lugar da casa fez-lo levantar-se irritado. Tateou um fósforo sobre a mesinha ao lado e, depois de algumas dificuldades, conseguiu enfim riscar um deles e reacender a vela. Ela apagou-se imediatamente. Riscou um novo fósforo e fez acender-se a vela novamente; apagou-se. Pegou uma nova vela na gaveta e afastou-a da primeira. Acendeu-a; sorriu por não ter apagado, mas por pouco tempo.
Levantou espantado da cama ao constatar que a goteira pingava sobre a primeira vela e por isso ela apagava-se. Olhou ao alto e tentou gritar ao ver o vampiro que haviam matado naquela noite pregado por uma estaca ao teto; não conseguiu.
O sangue do vampiro gotejava da chaga no peito até a vela, que tornara-se vermelha. A voz do prefeito parecia ter sumido e suas pernas tremeram freneticamente quando ele arriscou-se a fitar os olhos esgazeados do defunto.
O vampiro sorriu maniacamente e, com um movimento de mão, fez voar pela sala e chocar-se com a parede a pequena cabeça da filha do prefeito, que dormia ao lado.
Acordou. Ele havia suado durante toda noite, devido ao terrível pesadelo que, aliás, repetiu-se todas as noites posteriores. O terror, a cada dia, parecia aumentar.
Ele não era o único que passara a temer a hora de dormir.
Rezar antes de dormir não adiantaria. Nunca mate vampiros...
Instantes depois, uma goteira em algum lugar da casa fez-lo levantar-se irritado. Tateou um fósforo sobre a mesinha ao lado e, depois de algumas dificuldades, conseguiu enfim riscar um deles e reacender a vela. Ela apagou-se imediatamente. Riscou um novo fósforo e fez acender-se a vela novamente; apagou-se. Pegou uma nova vela na gaveta e afastou-a da primeira. Acendeu-a; sorriu por não ter apagado, mas por pouco tempo.
Levantou espantado da cama ao constatar que a goteira pingava sobre a primeira vela e por isso ela apagava-se. Olhou ao alto e tentou gritar ao ver o vampiro que haviam matado naquela noite pregado por uma estaca ao teto; não conseguiu.
O sangue do vampiro gotejava da chaga no peito até a vela, que tornara-se vermelha. A voz do prefeito parecia ter sumido e suas pernas tremeram freneticamente quando ele arriscou-se a fitar os olhos esgazeados do defunto.
O vampiro sorriu maniacamente e, com um movimento de mão, fez voar pela sala e chocar-se com a parede a pequena cabeça da filha do prefeito, que dormia ao lado.
Acordou. Ele havia suado durante toda noite, devido ao terrível pesadelo que, aliás, repetiu-se todas as noites posteriores. O terror, a cada dia, parecia aumentar.
Ele não era o único que passara a temer a hora de dormir.
Rezar antes de dormir não adiantaria. Nunca mate vampiros...
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Comentários
Meus parabéns Emanoel!
Um forte abraço...
www.ethernyt.blogspot.com
Sucesso com seu Ethernyt, o qual não canso-me de divulgar!
Abraços,
Emanoel Ferreira.
Abraços!
emanoelferreira .blogspot.com
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