Sex, 01 de Fevereiro de 2013 11:10
Escrito por Michele Moura - Valença
O príncipe dos covos acordou exaltado, pois sonhara novamente com a bela garota alada, sempre que sonhava com ela tinha a estranha sensação de conhecêla de algum lugar, mas não sabia de onde. Nesta manhã ordenou que todos os corvos procurassem pela garota alada, muitos corvos morreram, pois o frio que fazia fora do castelo era intenso, porém o príncipe não desistia ele queria sua princesa alada, em seus sonhos ela era branca como a neve, com cabelos negros iguais a penas dos corvos e possuía olhos de um azul profundo que ele sentia que podia mergulhar e nunca mais voltar a superfície.
Os anos se passaram e nada da garota alada aparecer seus servos corvos já não mais acreditavam na existência da tal garota alada, e seus pais estavam impacientes, queriam obrigá-l o a casar-se com a princesa das corujas, pela qual ela não tinha nenhum interesse, apesar de ela ser bonita, ela tinha grandes olhos cor de mel, cabelos de um castanho lindo que mais parecia uma cachoeira de calda de caramelo, sua pela era de um moreno azeitonado e sua boca pequenina estava sempre enrugada em uma carranca e isso fazia com ele não tivesse interesse por ela. Ele vivia sonhando era com sua doce garota alada a futura princesa dos corvos. Formariam um belo casal, já ele também tinha longos cabelos pretos, pele alva como a neve e olhos negros como o mais puro carvão, mas já estava cansado de esperar e de só poder encontrá-la em seus sonhos, estava enraivecido com seu casamentos arranjado, então decidiu que ele mesmo ia partir para a busca de sua amada, ele sabia que não ia ser fácil, já que o inverno estava cada vez mais rigoroso, muitos já haviam morrido e esse era uns dos motivos que teria que ser ele mesmo a sair pela busca, não queria causar mais mortes.
O dia estava calmo e sol estava tímido. Como sempre o típico sol invernal, foi esse dia o dia escolhido pelo príncipe dos corvos para sair ao encontro de sua amada, ele enfrentou alguns desafios em sua jornada, perdeu alguns dedos congelados de frio, mas isso ele superaria, pois ele finalmente viu ao longe sua amada alimentando um bandos de corvos e entendeu o porque dos corvos que ele mandava sair em missão de busca da princesa não voltavam, eles não haviam morrido, mas tinham encontrado sua amada e ficaram sob seu encanto assim como ele estava naquele exato momento, só o que não sabia era que sua amada não era uma princesa, mas sim uma feiticeira que logo percebeu o encanto do príncipe por ela e tratou logo de transformá-lo em um corvo para sempre, afim de fazê-lo merecer o titulo de príncipe dos corvos e o aprisionou em uma gaiola e o fez cantar todas as manhãs para ela. Ele não estava triste com o fim que teve, pois podia ver todas as manhãs a sua amada de perto e não só em sonhos.
Nem sempre nossos amores são possíveis.
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