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Acordou com uma sensação de falta de ar, tentou respirar, mas não conseguiu. Quando começou a entender o que estava acontecendo, percebeu que duas mãos com luvas de couro apertavam-lhe o pescoço. Não conseguia gritar, tentava mas o ar não chegava a sua garganta. Também não conseguia se mexer, por mais que se esforçasse, não notava nem um mínimo movimento do seu corpo, estava amarrada à cama. A cada segundo que passava, sentia os dedos pressionando seu pescoço com mais força.

De repente, calmaria.

Não sentia mais as luvas de couro apertando-lhe o pescoço. Mas percebeu que as luvas de couro continuavam a apertar seu pescoço, porém via isso de um ângulo diferente. A primeira coisa que pensou foi porque não estava sentindo as luvas. Mas logo em seguida percebeu o mais assustador, estava vendo o próprio corpo imóvel. Como podia aquilo estar acontecendo? Estava de pé em frente ao próprio corpo. Desesperou-se, caiu de joelhos e começou a chorar. Deixando que as luvas de couro fossem embora, sem perceber que elas lhe tocavam os cabelos, como quem diz: "Não se desespere, vai ficar tudo bem."

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