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Mesmo com um desespero incontrolável, abriu os olhos com calma, como se aquele sonho não tivesse sido o mais estranho de sua vida, sentou na cama e percebeu que ainda estava alcoolizado, ficou assim por um bom tempo, apenas relembrando seu sonho bizarro.

Era em um cenário todo branco, sem pessoas, objetos, ou qualquer fato que pudesse fazer parecer um sonho comum, incrivelmente Raul via em 360 graus, porém nada havia ali para ver, só o claro e puro branco, não conseguia ter noção do tamanho do espaço em que estava, aquela claridade poderia até ser infinita, era tudo totalmente desesperador, porém ali tocava uma música, como um mantra, que o acalmava:

"OOOH OH OH OOH OOOOOH, OH OH OH OOH OOOOOH, OH OH OH OOH OOOOOH..."

Logo percebeu que ali apareciam vários seres sentados, humanos talvez, porém só seus contornos, não tinham face, nem qualquer outra forma, eram apenas como um bonecos usado por desenhistas, f aziam um circulo em sua volta, e cantavam:

"OOOH OH OH OOH OOOOOH, OH OH OH OOH OOOOOH, OH OH OH OOH OOOOOH..."

Vozes e mais vozes aumentavam o coro, quando de repente, sem justificativa aparente, todo o som some, alguns segundos com o mais profundo silencio possível, então uma única voz, que não era de nenhuma das figuras sentadas, ressoa pelo ar:

“Delete seu corpo, Delete seu corpo, DELETE SEU CORPO”

Após isso, apenas o abrir dos olhos.


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