Não e a primeira vez que escrevo para este site. Já entretive, ainda que momentaneamente, os internautas a procura de contos de ficção, com minhas narrativas amadoras. Mas dessa vez relato um fato real que acaba de ocorrer.
Eu digitava mais um conto de conteúdo amador. Não direi qual era o tema, pois isso não e mais relevante, já que a narrativa que eu desenvolvia jamais será lida. Enquanto me concentrava em minha obra ela surgiu. Nunca saberei da onde veio, parece que em uma fração de segundo aquela sombra apareceu do meu lado, saída, aparentemente do nada. De qualquer modo ela me envolveu antes que pudesse esboçar qualquer reação.
Agora o relato pode se tornar confuso, assim como foi para mim aqueles momentos, ou aquele momento, pois tudo pareceu acontecer no mesmo momento, mas cada acontecimento pode ser sentido separadamente. Eu fui um deus, o próprio cosmo estava aos meus pés, mas não fui capaz de aproveitar esse poder, pois antes que eu percebesse, eu já era menor que um átomo, impotente e indefeso. Assim vieram as situações e os sentimentos. A sensação de gozo foi logo sucedida da sensação do ferro atravessando minha carne. O bem estar foi seguido de dores indescritíveis, morri das mais diferentes maneiras e assumi as mais variadas formas. Provei as delicias do céu para então ser subitamente atirado no inferno, e de lá arrancado para diferentes vidas.
Fui bactérias fantasmas e outras coisas que convivem conosco o tempo todo sem serem percebidas por nos, visiteis mundos alienígenas no nosso universo, e outras dimensões, Compreende todo o universo, e depois me tornei insano, vivi inúmeras vidas em poucos segundos, provando da gloria, da injustiça, e de atos dignos e indignos.
Não imagino porque fui obrigado a vivenciar tudo isso, quando tudo acabou eu estava mais uma vez em meu corpo, em meu quarto. Não havia nenhum sinal da sombra que me envolvera, nenhum sinal em meu corpo de minhas experiências.
Se este “conto” e estranho e confuso isso e por causa do estado em que me encontro. Deve estar confuso e cheio de erros de digitação, eu mal olho aquilo que estou escrevendo, e não reescreverei nada. Cada letra teclada e dolorosa para mim, eu simplesmente quero deixar um ultimo registro, talvez essa seja uma carta suicida.
Pois assim que enviar essas palavras eu me jogarei da janela aberta, pela qual uma brisa fria bate em meu rosto. Eu mesmo experimentei a pouco, ou a anos, como já disse não consegui distinguir o tempo durante minha experiência. Senti estar caindo e senti meu corpo encontrar com asfalto, rochas e outras superfícies. Agora mais uma vez irei encontrar o asfalto. Já não tenho medo do desconhecido, já vivi tantas vidas que estou pronto para partir.
Vou parar de escrever e enviar essa “historia ficcional”. Adeus.