Sáb, 09 de Julho de 2011 00:19
Escrito por Diego Alves Vergilio
O lençol branco fora maculado pelo perturbador vemelho do sangue, vermelho vivo que antes percorria as veias de um corpo agora morto. Uma delicada boca de lábios finos lambia os lençóis e a cada lambida um gemido de prazer era audível.
Mulher insana que deita no lençol ensopado de sangue. Uma mistura de horror e feitiche. Sexo e psicopatia unidos em um mesmo tom de luxuria e satisfação. Ao lado no criado-mudo repousava a faca usada no ato maníaco. Ao lado - estirado no chão - o corpo de um homem qualquer, seduzido em uma festa, levado a acreditar que se divertiria na noite. Mas apenas uma pessoa se divertiu.
Mulher insana que no ato do prazer matou seu companheiro de orgia, estripou-o, cortando-lhe da garganta á pélvis. E gozou em seu ato ao sentir a vida se esvairindo daquele corpo junto ao líbido.
Pois agora é bom fechar as densas cortinas negras do quarto, terminar de beber e repousar. Pois é quase ho ra do amanhecer e, demoníaca mulher insana, não vai querer que o sol lhe toque a pele e te prives de prazeres futuros, acabe com a festa e com a matança que seu corpo tanto ama, seu líbido tanto deseja...
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