Parece que foi ontem, que meu corpo cheio de curvas que você tanto desejava, se via preso na algema gigante que era seu abraço, que me prendia ao seu amor e a sua vida.
Parece que foi ontem, que sua imagem cutucava minha mente de hora em hora, com o toque agudo de suas ligações para perguntar - Esta tudo bem com a anjinha Luciana?
Parece que foi ontem, que me sentia um cofre, pois você depositava cada centavo teu em mim, esquecendo até do pequenino fruto de nosso amor.
O celular toca desesperado sem parar, era você com certeza, tento pega-lo, mas devia estar coberto de óleo ou coisa parecida, pois não conseguia segura-lo em minhas mãos.
Olho ao meu redor e vejo aqueles homens de branco, me observando com um olhar que misturava ternura e compaixão.
Eles me estendem a mão dizendo que era inútil continuar, que tudo que estava fazendo era em vão. Respondo que era meu marido e que se não atendesse ele morreria de preocupação, mas novamente eles apenas sorriem.
Finalmente fazem um circulo em minha volta e me abraçam, me segurando com força. Que intimide é esta, grito.
Eles apenas respondem com aquelas mesmas frases. Grito muito e me retorço, eram feiticeiros com certeza, pois quando um deles diz algumas palavras estranhas um buraco enorme de onde vinha uma luz dourada se abre e começa a nos sugar.
Luto com todas as forças, será que era meu fim. Consigo escapar. Sim! Consigo escapar e joga-los neste buraco que então se fecha depois de um deles balançar a cabeça em sinal de reprovação. Feiticeiros malditos.
Parece que foi ontem, mas o ontem é sempre ontem, hoje é hoje, e o amanhã nem podemos dizer o que será.
Corro em disparada até nossa casa. Chegando à frente dela, avisto o carteiro, e você, meu tudo. Aproximo-me devagar, pois queria fazer uma surpresa.
Olho-te e sorrio, mas você nem liga, chamo-o, mas finge que nem escuta. O carteiro sai e antes de você fechar a porta entro contigo em nosso lar.
Sigo-te, vamos para nosso quarto, não é mesmo. Safadinho, também estou sedenta de te amar.
O que!? Desgraçado! Jamais pensei que fosse capaz de fazer algo deste tipo, cometer esta atrocidade comigo.
Tira suas roupas e se deita com aquela vadia. Como tem coragem de transar com outra mulher na minha frente. Vou agora mesmo procurar meu advogado, esta tudo acabado, posso te amar, mas minha dignidade e auto-respeito vêm sempre em primeiro lugar.
Volto para sala e lá estava minha filhinha querida, minha anjinha fofa, esta olhando uma foto, era minha foto, mas por que estava chorando, chegando até a soluçar?
Ah! Já entendi, aquele desgraçado contou a ela que vai se divorciar de mim para ficar com aquela vadia que estava com ele no quarto. Digo a ela que tudo vai ficar bem e que ela vai morar comigo, mas ela finge que não escuta
Saiu de casa, perambulo pelas ruas e pela primeira vez passo por todos aqueles homens que viviam mexendo comigo, mas destas vezes nem se quer olham para mim.
Resolvo ir até a sepultura de minha mãezinha querida, sempre que ia me dava paz, chego ao cemitério e vou até a sepultura, que estranho, estou sentindo uma paz estranha, por que será?
Finalmente encontro sua sepultura, lá estava escrito - Aqui jaz Suzana Godoi.
Mas espere, havia algo novo do lado da foto dela.
Era outra frase - Aqui jaz Luciana Godoi.
2- Titulo: Fome de...Sexo.
Por mais de duas horas jogo conversa fora com o bobalhão da portaria, daquele hotel de luxo.
Acha-me bonita? Atraente? Ah! Sem esquecer do, vulgarmente gostosa? Problema seu. Lamento mas nestes últimos anos aprendi a não me apaixonar mais pelo exterior e sim pelo interior... da carteira dos homens.
A porta abre e ele se aproxima de mim, sussurrando em meus ouvidos - Quanto? - Respondo com a boca que era cem reais, mas com a mente respondo - Tudo que ganhou em sua vida, otário.
Olha-me fixamente nos olhos, com o olhar mais penetrante que já vira em um homem antes, demonstrava estar faminto, faminto de sexo.
- Tem que pagar antes? - Os cem reais sim - Mas como sou boazinha, a sua fortuna pode me entregar no final, quando desmaiar e eu fugir com seu cartão de crédito.
Me segura pela cintura e juntos entramos no quarto, subo em cima da cama e peça por peça desnudo meu valioso corpo, bem mais valioso do que ele imaginava.
Ele apenas me olha fixamente tirando sua roupa meio que acanhado, creio que por ele ser jovem demais e sem experiência.
Deito-me com as pernas escancaradas naquela cama macia, e com minha mão direita faço sinal para ele vir logo.
Pula em cima de mim, me domina, aquele corpo jovem demonstrava ser forte como um leão.
Perde a timidez e logo estávamos como dois animais famintos um tentando engolir o outro, tomo um banho de língua em que nem mesmo meu anus escapa.
Me segura com força e me coloca de quatro como uma cadela, sua vara avantajada me penetra forte e freneticamente.
Gozo de tanto prazer, prazer em enganar, prazer em tapear estes tolos que pensam que o dinheiro pode comprar e dominar tudo.
Bruscamente ele tira seu pênis de minha gruta encharcada de excitação e enfia em minha boca, o safado enche minha boca de seu leitinho quente e depois de gemer mais do que eu cai e fica desmaiado na cama.
Levanto-me e me visto lhe dou o ultimo beijo, agradeço pela sua fortuna, pego seu cartão de credito na carteira e saiu, missão cumprida, mais um trouxa satisfeito.
Chego ao caixa eletrônico para retirar o dinheiro, o imbecil andava com a senha do cartão na carteira. Deus! E depois nós mulheres somos burras e inocentes.
Sugo tudo, nem um centavo, um dia quem sabe ele aprende a ser esperto como eu e recupera tudo.
Viro-me e quando vou sair do caixa... Au!!! Meu corpo bate contra algo duro como uma parede de aço era ele, com seu, sobretudo negro cobrindo aquele corpo malhado.
Sorri disfarçando meu susto, pela primeira vez não sabia bem o que iria fazer.
Ele me sorri ao invés de ficar furioso, que doido, tem homem que gosta mesmo de se ferrar na mão das mulheres, pensei.
Mas não era isso ele me diz - Nós dois temos um gosto em comum, sabia disso, piranha safada, nós dois adoramos sugar...
Não compreendi, será que ele roubava as pessoas também, só fui entender direito quando ele me aperta os braços com força e me abraça. Meu Pai! Mais um crente que quer salvar um pecador do inferno, mas para meu azar não era bem assim...
Segura firmemente o corpo com seus braços fortes e com suas... presas enormes penetra minha carne macia e suculenta, se bem que não era bem minha carne que ele queria e sim... meu sangue.
Caiu tonta no chão quando ele me solta. Igual a mim, ele não deixava nada. Sorri-me novamente, com meu sangue escorrendo de sua boca doce e me diz estas ultimas palavras... Te aguardo.