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Miguel tinha duas paixões na vida. A primeira era Joana.

Ainda um jovem sem pretensões, Miguel entrou pela Brinquedos Esplendor. Antenor Gadelha, proprietário desta que era a maior loja de brinquedos da cidade, perguntou se Miguel já havia cortado madeira. Ele disse que não, mas que cortaria até os próprios pulsos por um emprego. O senhor Gadelha riu-se e pôs-se a ensinar o antigo ofício que havia sido passado a ele de geração a geração e que ele havia aprendido de forma a produzir à frente de qualquer outro fabricante de sua época. Não tinha ele filhos homens, pois sua esposa havia falecido durante o parto de sua filha única. O duro nascimento deixara marcas em sua primogênita Joana, que acabou cega de nascença, impossibilitando desde sempre que ela produzisse para a loja. E tornou-se o jovem despretensioso a figura do filho mais velho do antigo fabricante de brinquedos.

Assim, cresceram juntos Miguel e Joana. A linda garota considerara sempre o jovem artesão como um irmão. Sentimento que, vale dizer, não era recíproco. Miguel idolatrava a garota. Não dava dois passos sem tentar impressioná-la. Comemorava em voz alta cada brinquedo finalizado junto do senhor Gadelha, apenas para que a moça pudesse escutá-lo. Deveras, tão logo o jovem se tornou um grande mestre dos brinquedos.

Acometido de velhice e súbito mal de Parkinson, ficava cada vez mais difícil ao senhor Gadelha criar suas bugigangas. Dizia várias vezes a Miguel que logo ele teria de substituí-lo totalmente em seus afazeres, o que incluía administrar a loja. Mas o logo se tornara agora, e o senhor Antonio Gadelha faleceu de repentino ataque cardíaco, à porta de sua loja. Restava agora a Miguel e Joana viverem e cuidarem-se de si próprios.

Introspectivo, Miguel sempre fora um rapaz tímido e calado. Os gracejos da alegre Joana é que lhe revelavam curtos sorrisos. À moça, cabia entreter os pequenos clientes que freqüentavam a loja. Perguntado sobre algum brinquedo ou sobre quaisquer outras coisas por visitantes, Miguel encolhia-se como um cachorro medroso atrás do balcão, sendo costumeiramente acudido pela sorridente garota. Estes momentos nutriam a platônica paixão do jovem mestre dos brinquedos.

Constantemente Miguel pegava-se admirando o sorriso de Joana, que por conta de sua deficiência não notava sua constante vigilância. Por vezes o jovem aproveitava-se desta vantagem para espiá-la, fosse em seus passeios, fosse ao banho. Um sentimento de culpa o tomava, mas não podia evitar olhá-la. Havia se viciado na forte palpitação que seu peito sentia ao ouvi-la. Tinha a necessidade da excitação que lhe enrijecia as partes baixas ao notar as belas curvas da moça. Na tentativa de controlar seus impulsos, o fabricante de brinquedos se atolava em trabalho e por vezes virava a noite na loja, construindo carros, bonecas, casas e todo o mais. Não passava por sua cabeça declamar seu sentimento pela moça. Desejava, mas ao mesmo tempo se afastava.

Quanto a Joana, mesmo deficiente, era um partido invejável na cidade. Seu primeiro amor foi o jovem carteiro. Lopes era um sujeito baixo e calvo, mas dono de uma poderosa voz máscula, que encantou Joana. Sentada atrás do balcão, a jovem estremecia quando o moço se anunciava à porta da loja. Miguel observava os galanteios do carteiro e desconcentrava-se em seu ofício. Certa vez, partiu um soldado ao meio quando escutou o “sim” de Joana ao convite de passeio de Lopes. Seria na noite do dia seguinte.

No mesmo dia, enfurnado em mais uma madrugada de trabalho, Miguel construía ferozmente cavalos de madeira, espadas, rifles e toda a gama de brinquedos, imaginando Lopes e Joana. Como podia tão bela moça entregar-se a um anão desajeitado? O mestre dos brinquedos torturava-se imaginando o corpo do carteiro sobre o da moça, em perfeita desarmonia, comungando animalescamente.

Desconcentrado e desnorteado, o jovem não conseguia terminar nenhum serviço. Decidiu então espairecer à calçada, acendendo um cigarro. Ao abrir a porta, percebera a fria madrugada e um garoto de rua a observar a vitrine da loja. O menino admirava os carros e os soldados, criações de Miguel. Notando o brilho nos olhos do pequeno, o mestre dos brinquedos perguntou se ele não queria entrar e conhecer suas mais novas obras. Sem titubear, o garoto invadiu a loja sorridente. Passeando entre as espadas, trens e peões, o guri enchia Miguel de emoção. O jeito visceral com que o moleque mexia no barco acelerou a respiração do jovem fabricante, que o agarrou pelo pescoço e, ofegante, começou a esganá-lo. Com movimentos nervosos nas pernas e tremeliques sem padrão, silenciosamente o garoto agonizava, até ficar completamente imóvel. Excitado, Miguel apanhava o serrote e começava a separar os pedaços do garoto. Não conhecia como ele funcionava por dentro, apenas no segundo braço acertou o corte exato, entre músculos e ossos. Irritou-se por ter estragado algumas partes, mas entendia que a perfeição não podia vir na primeira vez. Divertia-se juntando os pedaços em ordem diferente. Como os velhos alquimistas: “solve et coagula”. O sangue que sobrava do processo era armazenado em um vidro de verniz. Partindo o corpo do garoto em pedaços cada vez menores, o mestre dos brinquedos o tornou irreconhecível. Gargalhava e ria da imperfeição daquele brinquedo que ele não havia feito. Em suas mãos, ele poderia ser mais simétrico, pensava. E enquanto separava e juntava os milhares de pedaços, Miguel descobria sua segunda paixão.

 

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O sol começava a se pôr quando, apressadamente, Joana terminava de se arrumar. Havia pedido a Dona Carminha, vizinha de longa data da família Gadelha, que lhe ajudasse. Mas onde estava o perfume? Haviam as duas botado abaixo o quarto da moça, e nada do frasco aparecer. Subitamente batidas apressadas tomaram a porta do quarto. Era Miguel. Ele dizia que chamavam Dona Carminha em sua casa. Ao que parece o senhor Ângelo havia perdido a dentadura outra vez. Maldita velhice, pensou Dona Carminha, seu marido perdia a dentadura, mas sabia como encontrar os biscoitos escondidos na cozinha. Desejou boa sorte a Joana e foi-se, dizendo que caso a moça não encontrasse o perfume amassasse algumas rosas no sutiã. Fazia isso quando moça. A jovem ainda continuou angustiadamente a procurar seu perfume. Foi quando Miguel, ainda no quarto, pediu para que Joana aguardasse. O mestre dos brinquedos foi correndo ao seu cômodo e voltou quase num piscar de olhos. Disse não saber onde se encontrava o perfume, mas tinha guardado um frasco de um elixir europeu para dar a Joana em seu próximo aniversário. Seria uma surpresa, gaguejou Miguel, como fazia nervosamente na presença da amada, mas ele não podia ficar de braços cruzados frente aquele desespero. Joana tateou o frasco e riu-se sozinha por achá-lo parecido com a garrafa de verniz utilizada pelo rapaz em sua oficina. Mas o cheiro era sem dúvida muito agradável, e Joana jogou rapidamente todo o conteúdo sobre seu corpo.

Com alguns minutos de atraso, o carteiro Lopes bateu à porta da Brinquedos Esplendor, que servia também de entrada para a casa de Joana. Foi atendido por Miguel, que disse que ela terminava de se perfumar. Sabe como são as garotas, disse o mestre dos brinquedos como se fosse um galanteador profissional, sempre deixam tudo para a última hora. Lopes riu por educação e sentou-se em uma das cadeiras de madeira. Miguel perguntou se ele aceitava um café, e ele disse que não, pois não queria que seus dentes ficassem amarelados. O mestre dos brinquedos então se sentou ao lado do carteiro e começou a puxar assunto. No princípio, Lopes não deu bola. Não era para ver aquele jovem insistentemente chato que ele estava ali. Mas um assunto, repentinamente tocado pelo mestre dos brinquedos, parecia ser de seu interesse e lhe despertava curiosidade: Joana. Miguel então contou sobre como havia chegado até ali e o quanto teve estima pelo senhor Antenor Gadelha, antigo patriar ca da casa. Proferiu sobre as recomendações que recebeu para proteger o bem mais importante da família Gadelha: sua filha primogênita. Mesmo sabendo dos defeitos dela, disse-o meio tossindo. Lopes rapidamente levantou as orelhas. Defeitos, pensou, imaginando quais tão bela dama poderia ter. Miguel fez-se de desentendido e tentou mudar de assunto, mas agora o carteiro insistia por uma resposta. Excentricidades, o irmão torto da moça falou, que são um tanto mal recebidas pelas outras pessoas. Ao que terminou a frase, a porta dos fundos da loja, que dava acesso à casa de Joana, bateu, revelando a bela dama. Com um sorriso no rosto e trajando um belo vestido, ela estava linda como nunca, quase impecável, não fosse um detalhe: havia sangue espalhado por cima dos seus seios, passando ainda pelo seu pescoço e maçãs do rosto. Lopes deu um pulo para trás e perguntou-se por que ela sorriria coberta de sangue. Com um até mais ver grave, Lopes bateu forte a porta da Brin quedos Esplendor.

Ao ouvir a batida de porta, Joana, confusa, chamou pelo carteiro duas vezes. A sala principal da loja ficou em silêncio por alguns segundos. Miguel fez algum barulho e se virou para Joana, que não esperou que o rapaz falasse qualquer coisa, partindo em disparada para dentro de casa. No canto dos lábios do rapaz, um curto sorriso se esboçava.

Joana chorou por semanas, como choram as mulheres ao fim dos seus primeiros amores. Nesse período, recusou várias propostas, pensando no quanto eram estúpidos os seres do sexo masculino. Mas o tempo trouxe de volta a esperança para Joana, que aos poucos começou a baixar sua guarda. Assim vieram Matias, Tomás, Franco... Todos encantados pela moça e afugentados por seu perfume exótico, uma essência barata de alecrim e jasmim, cobrindo o cheiro metálico doce do sangue dos garotos mortos por Miguel. Um para cada pretendente da jovem.

No início, o acaso ajudava Miguel, que apenas ia para a porta nas madrugadas improdutivas e aguardava. Mas logo o desaparecimento dos moleques de rua chamou atenção das autoridades. Por conta da falta de notoriedade das crianças, em sua maioria órfãs de rua, Miguel não teve maiores problemas. Matava e experimentava novas combinações entre as partes das vítimas, tomando-lhes emprestado seu sangue, para depois triturá-las cirurgicamente a pedaços tão pequenos que passavam despercebidos no lixo das casas da vizinhança. Mas os desaparecimentos fizeram que a região da Brinquedos Esplendor fosse evitada por moradores de rua no horário entre o pôr-do-sol e o amanhecer. A cada noite ficava mais difícil que os meninos viessem até ele. Então ele precisou improvisar.

Certa noite, Miguel teve de andar quatro quarteirões para encontrar uma criança na rua. Já era quase dia quando o pequeno Ricardo saía de casa para pegar o jornal, deparando-se com um jovem de vista cansada com um avião de madeira na mão. Simulando o vôo do brinquedo, Miguel pousou sobre a palma do moleque. Com um sorriso no rosto a criança tocou o artefato, mas logo o rejeitou, devolvendo-o ao mestre dos brinquedos. Lembrou o que seu pai falava sobre estranhos. Miguel insistiu, mas Ricardo começou a dar-lhe as costas. Exausto e temendo o fim próximo da madrugada, o mestre dos brinquedos puxou a mão de Ricardo e despedaçou o avião de madeira em sua testa. Antes que o menino pudesse desabar no chão, agarrou-o apressadamente. Porém, antes de seguir caminho, voltou alguns passos com o garoto a tiracolo e pisoteou os restos do avião de brinquedo. Quão entediante se tornou, pensou ele.

 

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Firmino tinha completado trinta anos de polícia. Podia aposentar-se, e, por isso, os colegas já quase o expulsavam da chefatura. Mas ele não pensava em largar aquela vida. Era uma cidade pacata, ele pensava, com o trabalho que sempre desejou. Claro que houve os dias ruins: ladrões de mercearias, brigas de casais e, às vezes, moleques encrenqueiros sujando os muros da cidade. Mas o pulso do velho guarda sempre foi forte. Era pacífico na maior parte do tempo, mas olhava fundo nos olhos dos arruaceiros. Como abandonaria aquela vida? O que mais ele sabia fazer, a não ser acordar de manhã cedo, ler o seu jornal e partir para as ruas, como nas últimas décadas? Enviuvado, tivera uma vida solitária, pois logo seus filhos mais velhos saíram de casa. O primogênito, Ernesto, hoje era um grande engenheiro, formado na capital, casado e com duas lindas filhas. Franco, que veio após Ernesto, há pouco se tornara o novo médico da região. Para Firmino faltava apenas casar-l he com uma boa moça para que pudesse constituir família. Havia o doutor tentado com uma bela garota da vizinhança, mas parece ter se traumatizado nessa experiência, para a frustração do pai. O único dos rebentos que parecia não aspirar às grandes carreiras era o mais novo, que teimava em seguir os passos do patriarca. Mas pais nunca querem que seus passos sejam seguidos, conjeturava Firmino, as outras profissões sempre parecem melhores do que a sua própria. Ser policial tinha seus riscos, e ele não desejava aquela rotina para seu herdeiro mais novo. Talvez a vida o mostrasse motivos para ele não querer encarar o tipo de gente que o velho guarda encarava todos os dias. Assim ele esperava. E agora, para mais aquele dia começar como qualquer outro, restava apenas que seu jovem caçula, Ricardo, lhe trouxesse as novidades do jornal diário local.

Enquanto isso, na parte de cima da Brinquedos Esplendor, Joana acordava ansiosa por mais um encontro. Não era a mesma ansiedade de sempre, por que suas últimas decepções haviam podado seu coração. Mas a empolgação de um novo amor ainda mexia com seus brios. Ela aguardava Jerônimo, grande advogado da cidade. Um grande partido, refletia a garota, dessa vez tudo pode ser diferente. Já tinha se aprontado toda: espartilho, vestido, sapatos, cabelos. E o perfume? Ah, claro, sorria-se a garota, Miguel havia dito que tinha mais um frasco. E desceu até a loja.

Na porta que separava a casa da fábrica de brinquedos, Joana teve que bater várias vezes até que Miguel, ofegante, abrisse a porta. Pela fresta, o mestre dos brinquedos disse que estava ocupado. Mas a moça o empurrou e adentrou rapidamente o ambiente. Ela precisava do perfume para logo, pois Jerônimo havia mandado recado dizendo que teria de estar à tarde em reunião com um importante cliente, o que faria que o encontro mudasse de piquenique vespertino para um almoço romântico. A garota sentou-se então na velha poltrona do pai, a esperar com a mão erguida que Miguel lhe trouxesse o frasco. Há alguns passos, encontrava-se Ricardo, amarrado e amordaçado sobre a mesa onde se serrava a madeira. Miguel suava frio com aquela situação. Será que não bastava que ele não enxergasse, Miguel tinha de perder a voz, ironizava a impaciente Joana. Miguel pediu algum tempo e perguntou se ela não podia aguardar que ele juntasse os pedaços da madeira que cortava. A garota reclamou, já empurrando Miguel para fora da velha oficina. Completamente alheio a suas vontades quando se tratava do seu grande amor, o rapaz foi obrigado a deixar Joana a sós com Ricardo na oficina.

A esta altura Firmino já convocava todos os guardas da região. Prioridade máxima, exclamava para os colegas mais próximos. Não demorou até que o experiente policial associasse o seqüestro de seu caçula ao desaparecimento dos garotos de rua no seu bairro, o que lhe punha em desespero. Mas sabia que o seqüestrador não podia estar muito longe. A fonte estaria ali, talvez na mesma rua de sua casa.

Apressadamente Miguel enchia o frasco de verniz com a essência de alecrim e jasmim. Por dentro, condenava-se obsessivamente por não ter extraído o ingrediente principal. Ao entrar de volta na oficina, deparou-se com Joana de pé em frente à mesa onde estava Ricardo, ainda imobilizado. A garota parecia compenetrada, mas não havia ainda notado Ricardo. Contava que seu pai nunca a deixara chegar perto daquelas máquinas. Que ele nunca a deixara chegar perto de nada. Antenor Gadelha sempre a via como a garotinha cega, que não conseguia dar nem dois passos sem ajuda. Todos os homens são iguais, pensava em voz alta, pensam que elas sempre precisarão deles para viver. Ao proferir essas palavras, Joana ligou raivosamente a serra que ficava em cima da mesa, que atravessou Ricardo ao meio impiedosamente, jorrando o líquido rubro que corria no garoto sobre a dama. Miguel estranhamente se deliciara com aquele momento. Teve vontade de abraçá-la e beijá-la, sentiu que aquele podia ser o momento certo para declarar-se. Mas, ao tocar na moça, ela pareceu entrar em choque, gritando desesperada pelo pai. Assustado, o mestre dos brinquedos, com uma mão na boca e outra no pescoço de Joana, começou a tentar calar-lhe. Nada vai te acontecer, dizia com um sorriso no rosto, estava ali para amá-la e confortá-la.

Quase ao mesmo tempo, Firmino e um grupo de policiais invadia a fábrica de brinquedos, atraídos pelos gritos de Joana. Deparando-se com o jovem Ricardo sem vida sob a serra, Firmino ajoelhou-se à frente do corpo do filho mais novo, completamente perplexo. Era o que desconfiava, dizia o entristecido Firmino voltando-se para um dos colegas. Desde que seu filho Franco lhe contara sobre os terríveis hábitos que havia presenciado na casa dos Gadelha, imaginava que havia algo de perturbador na herdeira única daquela família. Miguel mal conseguia soltar o pescoço da desfalecida Joana, quando um dos policiais tentou separá-los. O mestre dos brinquedos estranhava que as pessoas mal o ignoravam na fábrica.

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Dois meses se passaram, e a Loja de Brinquedos Esplendor ainda tinha as portas baixas. Demorou até que Miguel conseguisse encarar aquele local. As vitrines estavam sujas e havia poeira e serragem por cima do balcão principal. Pensava em tudo que tinha acontecido, em como a população ainda o agradecia por interromper a carreira assassina ascendente de Joana. A morte de seu grande amor havia tirado um pouco do sentido da vida do jovem. Havia pensado em viajar a Paris e conhecer o resto do mundo, como sonhavam a maioria dos jovens de sua idade. Mas um velho avião de madeira sob seus pés fez pensar no mundo que ele havia criado ali mesmo. Talvez pudesse dar-lhes uma segunda chance, pensou o mestre dos brinquedos olhando para a peça de madeira.

Comentários  

0 #1 AdoreiNicole Sigaud 04-08-2010 13:25
Gostei muito mesmo desse conto! Daria um filme daqueles do tipo Twilight Zone tranquilamente. Parabéns.
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