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A imagem era de um castelo no fundo e por perto apenas o chão de mármore puro, nos fundos chegava com cara de assustado um menino que aparentava ter seus 12 anos, vestia roupas sujas, creio que devia ser órfão que vinha das ruas egoístas e mesquinhas de Rio claro onde ninguém se importava com ninguém nem com si mesmo se pararmos para pensar.

Ele olha para o castelo maravilhado com sua descoberta.

Havia perambulado horas pela mata fugindo de alguns garotos de sua escola que queriam tomar seu lanche e finalmente tombara de frente com o portão enferrujado que dava para aquele lugar que só pelo ar já assombrava as pessoas. Passou pelo corredor estreito e demorado e finalmente estava ele lá as portas daquilo que parecia mais um castelo medieval.

Estaria todo aquele lugar abandonado, não haveria ninguém? De repente sua pergunta é respondida, a sirene, ou melhor, os sinos ou sei lá, era um som que misturava varias sons que tinha como intenção apenas isto, anunciar que um intruso havia penetrado o território até então desconhecido. Sim, com certeza haveria alguém dentro daquele castelo, ele olha rapidamente para cima e vê olhos amarelos e grandes que o observavam fixamente. Olha por onde havia vindo e avista aqueles que o haviam perseguido até agora. Percebe que o melhor que havia de fazer era entrar no castelo afinal não havia certeza de que o que havia lá dentro era negativo.

Ele corre para o portal que dava para o interior do castelo e o adentra chegando lá, percebe que tudo indicava que o lugar deveria estar abandonado há séculos, pois todo ele estava cheio de poeira, teias de aranha e insetos.

Corre muito e percebe que seus algozes estavam atrás dele naquela escada que não tinha mais fim. Corre, corre e corre, meu Deus não havia mais fim aquela escada e para piorar ainda ouvia os passos de seus inimigos atrás dele. O tempo passa e finalmente desfalecido cai exausto no chão esperando o pior.

Olha para cima e avista uma figura de cabeça de falcão e corpo de homem, de seu bico caia sangue e logo após enxerga algumas roupas. Estas eram de seus perseguidores, desmaia e acorda fora do castelo.

O que haveria acontecido, olha para trás e vê que novas estatuas havia naquele corredor, eram homens com cabeças de animais o corpo era de cimento, mas as cabeças pareciam grandes mascaras, ele ergue uma delas e percebe que era um de seus perseguidores, mas seu maior assombro era de que havia uma ultima imagem e para sua surpresa a imagem era nada mais, nada menos de que ele mesmo. Frio e vento se aproximam fortes, sente algo diferente, uma sensação misteriosa, era como se o vento forte tentasse empurra-lo em direção da estatua que possuía sua face. Ninguém mais viu o garoto, mas as estatuas foram descobertas um dia em meio ao matagal que ficava perto do castelo.

Imagens mortas e tristes, sem vida, mas a que retratava o garoto era diferente, dava para sentir vida e havia sangue nela, sim, sangue humano escorria de seus olhos.

Teria a alma do garoto entrado na estatua, estaria o garoto ainda vivo dentro da estatua ou era apenas um sinal de que algo sinistro e diabólico tinha acontecido naquele lugar que ficava na fronteira entre o mundo dos homens e dos deuses estranhos e desconhecidos.

 

Contos Estronhos - Contos e Crônicas

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