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Os raios de sol daquele fim-de-tarde, tingiam o céu de tons vermelhos, o mar com suas águas tranqüilas, banhava a areia seca que cobria minhas costas, as gaivotas cantavam sua canção de despedida, enquanto eu ficava a sós, eu, o mar e uma garrafa tampada, dentro dela, uma carta com meu último adeus para a pessoa que eu amava...

 

“Amada Minha,

 

Quando você ver o mar vermelho,

Ajoelha-te,

Que é sagrado,

Lágrimas dos meus olhos, que por ti tenho chorado,

 

Se algum dia eu te ofendi, eu te quero pedir perdão,

palavras mal pensadas, que te juro, não saíram do coração.

 

Sou o culpado disso, eu já sei, e estou arrependido;

 

Quando você olhar as estrelas,

Lembra-se de mim, que cada uma delas, é um beijo para ti.

 

Eu queria ser a água, que agora cobre seu corpo,      quando corre lentamente para dentro do seu corpo, agora, imundo.”

 

Joguei a garrafa no mar, esperando do fundo do meu coração, que encontre o corpo de minha amada, que eu afoguei ontem.

Maldita.

Nunca mais verá o sol nascer, e nunca mais terei que dividi-la com mais ninguém.

 

Sai daquela praia, sem os fardos, me sentia mais leve, sai sorrindo.

Comentários  

0 #1 Marius Arthorius 07-01-2010 15:27
Genial!
Comecei a ler esperando um final, segui acolhendo o personagem devido a sua tristeza e ao final, o inesperado.
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0 #2 Muito Grato!Michel Shahin 14-01-2010 13:00
Esse é apenas um prelúdio, estou escrevendo a história completa. Alguma dica, me emeie.
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Contos Estronhos - Contos e Crônicas

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