(1 vote)
Do Bestiário de Miguel de Amarante - Página 220
 
“ Sua cabeça parece tão vazia... Mas  tenho aqui uma coisa para pôr dentro dela...” (Mirandolina)
 
 
Em seu próprio mundo, ela é uma bruxa, espécie que está envolvida numa guerra de séculos com as fadas (raça a que pertence a proscrita Gloriette – ver referência).

Seu verdadeiro nome não é conhecido, desde que “mirandolina (o)” é um gentílico para alguém que nasceu em Mirandoles, uma pequena cidade-estado de bruxas e bruxos aos pés do Monte Valduponto, lugar destruído num ataque das fadas.

Exceto pelos fatos acima, nada mais é conhecido sobre seu passado. Embora haja muitos rumores. Um deles afirma que ela afastou-se de sua espécie e, após peregrinações não esclarecidas, teria aprendido uma nova e terrível forma de magia. Tais poderes custaram-lhe a sanidade.

De acordo com outras histórias, Mirandolina afastou-se da guerra e fixou-se numa planície a leste do Rio Agnadab, uma terra que ela rebatizou como “Nova Mirandoles”. Lá se dedica à criação de um estranho tipo de besouro avermelhado do tamanho de um punho, os quais, dizem, são vinculados a ela e, portanto, teriam vida extremamente longa, como ocorre às bruxas e fadas.

Conta-se que começou a raptar outras bruxas, fadas ou mesmo humanos, dos quais remove o cérebro e o substitui por um desses besouros. A vítima seria mantida, assim, numa forma zumbificada — não mais morrendo, nem se deteriorando, sem necessidades de alimentação ou repouso, e obedientes a ela (características dos insetos de Mirandolina) — e usada pela bruxa para compor a população de seu reino.

Após ter adquirido certa quantidade de “súditos”, ela parou com os raptos, mas, ainda captura e zumbifica os viajantes ocasionais que chegam a sua terra, como foi o caso de uma das versões do aventureiro Garen Ordonax (ver referência).
 
 

Contos Estronhos - Contos e Crônicas

Banner
Facebook Page: estronhobook Twitter: estronho YouTube: EditoraEstronho
Nós temos 3 visitantes online