Qui, 30 de Abril de 2009 14:30
Escrito por Rita Maria Félix da Silva
Do Bestiário de Miguel de Amarante - Página 341
“Cuidado! Oh, cuidado com os horrores que se escondem na luz!” (Odassin de Gulemar, o bardo)
Yukas escondem-se em velas, tochas, fogueiras e outras fontes luminosas. Há, até mesmo, o relato de Odassin de Gulemar, o bardo, sobre um deles que se refugiou no olho direito de uma princesa muito orgulhosa.
Um breve contato com esses seres leva à cegueira ou insanidade temporárias. Uma exposição mais prolongada pode tornar essas conseqüências permanentes ou trazer a morte (desde que a alma é vista por eles como um tipo de luz, e como luzes é fonte de alimento para estas criaturas....).
São amorfos, embora possam assumir formas humanóides insubstanciais caso queiram se comunicar com outros seres, nesse caso, ao invés da “fala”, usarão um tipo de telepatia.
Invulneráveis a ataques físicos e feitiços que envolvam luz, podem ser atingidos por armas mágicas, desde que preparadas especialmente para eles, ou encantamentos de escuridão.
Ao contrário da crença geral, nem todos são hostis. A maioria são supremacistas, ou seja, consideram-se sublimes, melhores e mais elevados que as outras espécies, por tal motivo preferem ignorar, com aversão e desprezo, a humanidade e demais raças sapientes. Porém, em certos Yukas, essa aversão transforma-se em crueldade e sadismo e, portanto, não hesitam, por mero prazer, em atacar, cegar, enlouquecer ou matar outras espécies.
Normalmente são encontrados em grupos de três e fogem se a fonte de luz na qual se abrigaram for extinta.
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