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Esse "causo" se passou no ano de 1979, numa rua do bairro de Casa Amarela, zona norte do Recife.
A rua, na verdade uma pequena viela com apenas cinco casas, fica próxima a uma igreja evangélica, onde na esquina fica uma grande loja de artigos de festas, chocolates, pipocas, etc. As crianças da rua jogavam uma pelada, como costumavam fazer quase todos os dias.

Terminada a partida, quando já havia anoitecido, João, um dos garotos, sugeriu brincarem de esconde-esconde, antes de entrarem para tomar banho e jantar. Os outros seis participantes toparam na hora. Então, João pegou uma pedrinha e fez o sorteio para ver quem ia procurar, tendo sido Pedro o "sorteado".

Os garotos correram então para esconder-se, enquanto Pedro contava até 31. - "31, alerta", grita Pedro, avisando aos colegas que iria começar a busca.

João, que não queria de forma alguma ser o primeiro a ser encontrado, e conseqüentemente, o próximo a procurar, tratou de escolher um bom local para esconder-se. Como a rua paralela (Padre Lemos), estava sendo calçada, existiam enormes canos de cimento que seriam usados nos esgotos, espalhados pelo canteiro usado pelos empregados da prefeitura. João prontamente escondeu-se dentro de um. De lá ele observava Pedro procurando a turma e saberia a hora certa de sair, bater no muro, e gritar: "Salve todos!". Fazendo com que Pedro fosse outra vez responsável pela procura.

João estava escondido há uns cinco minutos, já entediado com a lerdeza de Pedro - ao invés de sair pra procurar os garotos, ficava parado próximo ao muro, olhando de longe se via algum deles -, quando sentiu uma presença estranha próximo a ele, seguida de um arrepio gelado. Sem dar muita importância ao arrepio, o menino ficou irado, achando que algum dos colegas estava entrando em seu esconderijo, e falou sem nem ao menos olhar quem era: "Ei, cara, que falta de imaginação. Aqui não cabem duas pessoas e o Pedro vai acabar encontrando a gente, sai fora!"

Não obteve resposta. Pelo contrário, sentiu a pessoa encostando-se a suas costas, chegou a sentir o bafo quente em sua nuca. Irritado, esticou um pouco uma das pernas para trás, na intenção de chutar a pessoa, e falou: "Se o Pedro vê a gente aqui, vou te dar um sopapo no olho que vou deixar roxo, 'cê vai ver!"

Foi quando o João sentiu uma mão gelada pousar em seu ombro e o hálito tornar-se fétido em sua nuca, fazendo-o virar-se dentro do cano apertado pra ver quem era que estava lá.

Aterrorizado, João viu uma criatura horrenda, de olhos vermelhos enormes quase saltando da órbita, pele acinzentada e cheia de tumores prútridos, a carne ao redor da boca não existia, deixando a mostra dentes pontudos e enegrecidos. João tentou gritar, mas a voz não saiu, e sim um grunhido estranho e abafado. Mesmo sabendo que os colegas estavam por perto e poderiam ajudá-lo, o garoto não conseguia emitir nenhum pedido de ajuda, estava petrificado de terror.

Com uma risada medonha, a coisa levantou as mãos horríveis, descarnadas e com unhas que mais pareciam garras tortas e enormes e começou a arranhar o rosto do garoto. A dor era grande, mas o medo muito maior. João sentia sua carne abrindo-se em tiras, e o sangue quente escorrendo por seu rosto, pescoço... cegando seus olhos que ardiam. Aos poucos o garoto foi entrando em estado de demência, perdendo totalmente a consciência até desmaiar.

Passava da meia-noite e a vizinhança ainda em polvorosa procurava por João. Os garotos gritavam seu nome, olhavam em todos os possíveis esconderijos e nada. A mãe, em estado de choque, soluçava e sussurrava o nome do filho, que nunca foi encontrado. Nenhum vestígio sobrou do desaparecimento do garoto.

Passados alguns dias do desaparecimento, quando os garotos estavam outra vez brincando de esconde-esconde na rua, cada um dos que estavam escondidos sentiu uma presença gelada e aterradora em suas costas, como se alguém estivesse apoiando-se em seus ombros, soltando um hálito fétido em sua nuca e sussurrando em seus ouvidos: "31, alerta!"

Os garotos correram como loucos, gritando por seus pais, e nunca mais brincaram de esconde-esconde.

Até hoje, os moradores da rua e as pessoas que passam pela localidade escutam um lamento, um gemido doído, um choro abafado de criança. E até hoje esses lamentos podem ser ouvidos na tal viela.

Comentários  

0 #1 Bruno Nardi 28-06-2008 10:56
meu Deus chame os caça fantasma! :shock:
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0 #2 mimha unica duvido eh...digsync 16-08-2008 09:45
RVânia Costa, como voce pode contar com detalhes, a historia de algume que nunca foi encontrado, nem vivo , nem morto. Quem poderia contar os detalhes do premeiro incidente era o "Joao", apesar dos outros colegas terem relatado a historia deles.
Entao os moradores, poderia supor que aconteceu daquele forma. Obrigado !!!
Muito interessante de qualquer forma...
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0 #3 Andrews 11-10-2008 05:23
Porra tem gente q soh sabe falar mal dos contos mas entra todo dia pra ler!! Ora porra se eh tudo mentira pq q perde tempo vindo aki pra ler todo dia?? Retardados!! São causos,acredita quem quer!!!
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+1 #4 Cynthia Luana dos Santos Brum 13-04-2009 12:49
O conto é maneiro, ela é bem criativa! :-)
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+1 #5 Kitty 29-05-2009 07:33
Ah! A história é bacana, mas dá um tempo né... Como é que sabe q o menino desmaiou se ele nunca foi econtrado???? Nota 10 pela criatividade, mas zero pela veracidade...
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Tá Difícil Acreditar!

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