Seg, 29 de Novembro de 1999 21:00
Escrito por Raffaello Giovanni Casanova
Viveu nos anos quarenta uma respeitável senhora que era muito amiga de minha avó paterna, a Dona Henny.
Quando tal senhora veio a falecer, ela foi enterrada com alguns de seus bens, incluindo um belíssimo broche de ouro que sustentava em marfim uma efígie de uma figura feminina de perfil.
Alguns anos mais tarde, D. Henny sonhou com a extinta senhora, onde no sonho tal senhora afirmou que era desejo seu, que o broche permanecesse em posse de minha avó.
Como D. Henny sabia do destino do objeto, ela estava ciente que apenas um sonho não era argumento suficiente para se profanar um túmulo em busca do valioso adereço.
Com o passar do tempo, imagem e as palavras da falecida senhora foram se apagando de sua mente. Anos mais tarde em um evento familiar, onde encontravam-se reunidas por volta de seis pessoas, sendo que apenas uma permanece viva em dias atuais, minha avó começou a sentir fortes pressões em seu pescoço. A pressão e a sensação de desconforto obrigaram-na a desabotoar o colarinho, ao mesmo tempo que uma nuvem de fumaça começava a se formar em volta do pescoço de D. Henny.
Pasmados, os demais presentes nada fizeram a não ser esperar que a fumaça se extinguisse por completo. Acontecido o esperado, todos se espantaram ao constatar que havia aparecido um broche sujo de barro, fixo por um cordão na garganta de minha avó. Passado o susto, o assunto foi discutido com naturalidade entre os presentes, pois todos apresentavam conhecimentos da doutrina kardecista.
D. Henny, católica por formação, há muito tempo antes deste acontecimento havia adotado a doutrina espírita, por ela ter tido visões, praticado a psicografia e conversado frequentemente com pessoas que não estavam mais em nosso mesma dimensão.
Com o seu falecimento em fevereiro de 1987, meu pai em seguida tentou localizar em vão o tal broche. O objeto sumiu tão misteriosamente de nossa família ao mesmo estilo de como ele havia aparecido algumas décadas atrás.
E se o broche retornou ao seu ponto de origem, lá no túmulo da velha senhora? Isso eu não sei e também não faço a mínima de questão de ir ao local para tirar a prova.
Tá Difícil Acreditar!
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