Seg, 29 de Novembro de 1999 21:00
Escrito por Anônimo
Nasci e me criei em Terra Boa, pequena cidade do interior do Paraná. Morava a cerca de 3000 metros da cidade. Ia todos as noites para o colégio desde os treze anos de idade, quando comecei estudar à noite porque tinha que trabalhar durante o dia. Essa rotina persistiu até o último ano do segundo grau.
Jamais disse isso a alguém, nunca quis passar pelo ridículo. Hoje sou casado, tenho quatro filhos e uma ótima e bem estruturada família. Quando tinha 17 anos de idade, em uma dessas noites de céu muito claro e bem estrelado, voltava da escola, era sexta feira e minha irmã que ia comigo à escola andava um pouco na minha frente com algumas colegas. Eu cerca de 200 metros atrás, pois tinha acabado de deixar um amigo em frente ao seu domicilio. Andava apressado para alcançar minha irmã, mas algo me chamou a atenção quando passei em uma pequena ponte para pedestres.
Um riacho calmo e bem iluminado tinha naquela noite um visitante muito interessante. Ao olhar não consegui mover sequer um músculo. Era pequeno, olhos médios, cabeça um pouco avantajada, mas não muito. Olhou-me com uma expressão de tristeza. Segurava uma criança, que com certeza parecia ser filho. Pude ver quando caminhou com certo jeito desengonçado, que não era humano. Um segundo ser, mais alto e de olhos maiores se aproximou, retirou o que seria um bebê de seus longos braços e o colocou num recepiente parecido com um tubo achatado. Quando este se fechou fez um pequeno ruído e levitou, sumindo no céu estrelado.
Os dois entraram numa pequena mata a margem do riacho, e em seguida um outro ruido semelhante se seguiu. Então uma luz intensa se ergueu da mata e desapareceu na mesma direção do primeiro objeto. Não pude ver que forma tinha, mas era muito rápido. Fiquei alguns minutos paralizado, acho que foi medo e susto. Só tirei disto tudo uma grande certeza que mudou minha vida e minha maneira de pensar. Sou uma das muitas pessoas nesse mundo, que têm a absoluta certeza que não estamos sós nesse universo maravilhoso.
Quem são e o que querem, não sei nem imagino mas nós que sabemos com certeza que há mais alguém além da raça humana nesse universo temos uma maneira diferente de ver o mundo em que vivemos. Espero que esse mundo não seja destruído pela própria raça humana.
Alienígenas
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