Seg, 29 de Novembro de 1999 21:00
Escrito por Melyssa São Paulo - SP
Existem diversos fatos que giram em torno das estradas do nosso país. Achei realmente muito interessante esse relatado pelo amigo Rafael. Mais interessante por também possuir um sitio na região de Wenceslau Brás e por conhecer bem a rodovia citada.
Antes que pensem errado, sinto-me no dever de informar que se trata de uma ótima região para ter uma propriedade como um sítio, fazenda ou coisa parecida. Quanto à rodovia, bom...é mesmo uma rodovia o tanto quanto sombria, durante a noite. Por se tratar de uma estrada muito sinuosa e de visão prejudicada, é natural que tenham existido diversos atropelamentos, principalmente viajando-se a noite.
Bom, o fato que contarei, aconteceu na mesma rodovia e pelo que pude ver no relato já contado, certamente no mesmo trecho.
Era já as férias de Julho e antes de sair de férias, eu teria de entregar um trabalho na faculdade. Isso acabou me obrigando a viajar de noite, pois era a noite que eu estudava.
A viagem corria tranqüila, com céu limpo e apenas o frio típico da época. Parei no mesmo posto, abasteci, tomei um café e segui viagem. Fui tranqüilamente até atravessar a fronteira entre os dois estados, entrando no trecho de curvas.
Tudo ia bem até passar por Santana do Itararé. Depois disso, olhei para a margem direita da pista e vi uma luz fraquinha, lá no meio das arvores. Imaginei que fosse alguém caçando ou coisa do gênero. Praticamente 1 minuto depois, comecei a sentir um mal estar, meu corpo se arrepiou por inteiro e meus olhos começaram a lacrimejar. Comecei a sentir como se alguém estivesse sentado no banco de trás do carro, uma presença estranha. Evitei o retrovisor, pois me martelava a impressão de que eu não deveria ver aquilo ou que não gostaria de ver. Eu sentia minha nuca arrepiando-se e não fazia qualquer outro movimento que não fosse dirigir o carro. De repente, me cruza a frente um cachorro e eu, por reflexo, dei uma freada um pouco forte e virei a levemente para a direita, para sair do cachorro. Por um segundo eu pude esquecer daquilo para me preocupar com o cachorro e foi quando não senti mais nada, apenas uma sensação de alivio. Tudo aconteceu em um espaço de 1km, mas pareceu cinco. Apesar do alivio, acabei tendo uma queda de pressão, tamanho foi o medo que passei. Desacelerei, abri um pouco o vidro e fui devagarzinho até chegar.
É realmente estranho o que costuma acontecer naquela rodovia, embora me tenha acontecido uma única vez. De qualquer forma, não desejo isso para ninguém, pois só quem já passou que sabe o quanto é horrível.
Um grande abraço da Melyssa!!
Na Estrada
Comentários
E mais, eum tenho mais mêdo dos vivos que dos mortos...
a atual administração de santana é mesmo de assustar. essa cidade nunca foi tão mal administrada como agora.o prefeito não tem o minimo de competencia.0 povo que o elegeu.menos ainda ........... agora pasta bando de burro.......
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