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Como meu pai é caminhoneiro, ele viaja bastante e, sempre que dá, ele leva alguém lá de casa (somos eu, meu irmão mais velho e minha mãe). Em uma das últimas viagens que fiz com ele (agora não dá pra ir muito pq a empresa que ele trabalha não deixa) nós fomos até a cidade de Papagaios, MG, buscas umas pedras de ardózia, para o ex-patrão dele. No meio do caminho, em São João, depois da divisa SP-MG, o pneu do caminhão furou. Como táva muito deserto, eu e meu pai descemos juntos pra trocar mais rápido. Foi quando apareceu um senhor, aparentando um 37 anos que se ofereceu pra ajudar a trocar. Meu pai ficou cismado e a princípio recusou a oferta. Mas o homem insistiu e ainda falou que não era um assalto. Neste momento, sentí um calafrio e falei pro meu pai deixar ele ajudar. Meu pai olhou feio pra mim e comentou "E se ele for assaltar a gente?" Respondí que senti um pressentimento e que ele realmente não iria assaltar, mas era bom irmos logo com o pneu. Quem já trocou pneu sabe que isso demora, ainda mais de caminhão. Quando eu e meu pai nos demos conta, o pneu já tava trocado. E isso não levou nem 15 minutos. O meu pai começou a ficar "acabrunhado" e perguntou quanto era o serviço. O homem negou qualquer quantia e ainda acrescentou: - É melhor vocês dois saírem logo. Foi quando meu pai ainda insistiu em pagar. E o homem, já andando, falou: - Já que o senhor quer me pagar, deixe a quantia que o senhor quiser no seguinte endereço: Rua das Margaridas, 340. Quando o senhor entrar na cidade, siga pela avenida principal e entre na segunda à esquerda. É uma casa branca com detalhes em azul... Quando o caminhão começou a andar, eu lhe ofereci uma carona, já que ele havia nos ajudado, e o senhor completou: - Não se preocupe, minha oficina é daqui a uns 200 metros e vou andando... Não insisti, até pq meu pai olhou com uma cara que me deu até medo, pois nunca havia visto ele com tanto medo. Quando passamos pelo local que o senhor havia falado que era a oficina dele, olhamos e vimos uma construção, mas como estava escuro, não conseguimos ver direito o que era. E assim foi até chegarmos em nosso destino. Carregamos o caminhão, dormimos e logo de manhã, partimos de volta pra casa. Aproveitamos a volta pra passar pela casa que o senhor nos havia falado pra pagar o conserto do pneu. Lá chagando, uma senhora, de uns 34 anos nos atendeu. Falamos do ocorrido e lhe entregamos o dinheiro. Neste momento, a mulher começa a chorar e nos explica que aquele era o seu marido, que realmente tinha uma borracharia, mas que foi morto por bandidos naquele trecho. Meu pai e eu desconfiamos um pouco da história, mas mesmo assim ficamos conversanjdo com ela. Nos despedimos e fomos até um bar comer alguma coisa. Quando chegamos, pedimos um lanche e perguntamos ao atendente se ele conhecia algum borracheiro próximo da cidade. Ele nos disse que depois que assassinaram o único borracheiro próximo da cidade, mais ninguém tentou montar este tipo de negócio. Pagamos e fomos embora pra tentar resolver de uma vez por todas nossas dúvidas. Fomos até a "borracharia" que era do "senhor" e lá chegando, vimos que era um lugar todo abandonado e que só restava o alicerce e o telhado furado. adentrando mais, vimos uma cruz, com a foto do senhor que nos ajudou e o ano que nasceu (1969) e que morreu (2000). Voltamos correndo pro caminhão fomos embora, rezando mais que tudo. Até hoje, quando meu pai tem que pegar a mesma estrada e pessa pelo local, ele diz que sente como se alguém estivesse olhando ele passar de caminhão...

Comentários  

0 #1 fatyVisitante 28-01-2006 19:22
Bonita historia pena que em 99 por cento dos casos seja para assaltar...e nao para ajudar
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+1 #2 Visitante 03-02-2006 12:35
ótima história
nessa,dá pra acreditar
Mas é uma pena que a Faty esteja certa...=/
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0 #3 O.o 02-04-2006 08:05
Ótima hotória, não vou nem colocar nada em duvida (o que tem pra colocar?), mas queria ressaltar que ele é um ótimo borracheiro, e eficinte também! 15 minutos pra trocar pneu de caminhão é recorde, falo isso pois meus vizinhos têem caminhão, e vejo eles trocando, juntos un 20 minutos...
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