Seg, 29 de Novembro de 1999 21:00
Escrito por Márcio Pedroso dos Santos (Cascavel, PR)
O estronho acontecimento que relato a vocês aconteceu na minha cidade
(Cascavel, Estado do Paraná) recentemente, para ser mais exato, dia 16 de junho de 2002.
Meu cunhado viaja para São Paulo freqüentemente, vai aos leilões de carros retidos pelo Detran para compra-los, depois, os conserta e vende aqui em minha cidade por melhores preços. Um amigo seu, proprietário de uma garagem de carros novos e usados, soube do tal leilão em São Paulo e combinou com seus três sócios de viajarem num domingo para a referida cidade com o propósito de comprarem alguns carros.
Os quatro amigos (sendo que o nome de um deles é Jair, o motorista) saíram ainda de madrugada de Cascavel com destino à São Paulo. O carro em que viajavam era um Omega, o qual provavelmente ultrapassou muito a velocidade limite permitida em nossas rodovias. Dessa forma, não puderam evitar o destino fatídico de quem abusa da velocidade e acabaram colidindo contra algumas árvores às margens da Rodovia BR 416.
Os rapazes se machucaram muito com a colisão, mas logo foram socorridos pelo SIATE e pela Polícia Rodoviária. Mas então, acontece algo inesperado: um dos policiais pergunta ao motorista se por acaso eles haviam atropelado alguém que estava em um ponto de ônibus há uns 300m atrás. Espantados, os amigos respondem prontamente que não atropelaram ninguém, mas no mesmo momento se dão conta de que estão somente em três dentro do carro! E então, chega o rabecão do Instituto Medico Legal com um corpo para o reconhecimento dos rapazes. Atônitos, os três amigos reconhecem o corpo de seu companheiro que viajava com eles há alguns minutos atrás. Segundo a polícia, o rapaz estava morto em um ponto de ônibus, com múltiplas fraturas nas pernas e também na cabeça.
O mesmo estava segurando sua mala que havia preparado para passar a semana em São Paulo. A polícia local ainda está investigando o que possa ter ocorrido neste insólito acidente. Os três amigos foram devidamente hospitalizados, e garantem que todas as malas que levavam estavam devidamente trancadas no porta-malas do veículo em que viajavam, e que não tinham a mínima idéia do que poderia ter acontecido com o amigo que já não estava mais com eles no momento da colisão...
Na Estrada
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