Seg, 29 de Novembro de 1999 21:00
Escrito por Rafael - São Paulo
Voltávamos da balada, por volta das 4h da manhã. Ao passarmos em frente ao cemitério, começamos com aquela típica gozação. Numa dessas, meu primo lançou o desafio e disse que não tinha ali homem para entrar pela frente do cemitério e sair pelos fundos, pulando o muro, onde ele estaria esperando do lado de fora.
Tinha sido uma noite bem animada e eu havia bebido quase todas, o suficiente para aceitar o desafio. Solicitei que esperassem eu entrar e que me esperassem do outro lado, onde eu deveria sair.
Como todo bêbado é valente, estufei o peito, pulei o muro com extrema dificuldade e comecei a minha caminhada por entre as sepulturas. Não me lembro com total clareza, mas me lembro de ter ouvido uma voz feminina falando "oi" e alguma outra coisa. Era uma voz doce, singela.
Imaginando que fosse meus primos querendo me aplicar uma peça, falei "olá", me virando para a direção de onde havia vindo à voz. Nesse exato momento, a única coisa que eu me lembro era da mesma voz falando coisas do tipo "aqui não é lugar, você vai estar bem logo..." e sentia como se estivesse me tocando a cabeça e o peito. Tudo exatamente como um sonho.
Ao recobrar plena consciência, já estava cercado pelos meus primos e pelo vigia do cemitério. Eu estava muito bem, não estava mais bêbado.
Perguntei aos meus primos o que havia acontecido e eles me disseram que eu demorei muito e eles temeram que, por estar bêbado, tivesse caído e me machucado. Dessa forma acharam melhor falar com o vigia e entrar para me procurar. Quando me encontraram, eu estava sentado, encostado em uma sepultura e dormindo profundamente.
É um caso muito especial para mim, pois realmente marcou a minha vida.
Eu fiquei extremamente disposto, tanto que nem dormi durante o dia todo e nem senti mais qualquer efeito do álcool, mas o que realmente me marcou foi retornar o cemitério durante à tarde, acompanhado por um dos primos e ver que a sepultura onde eu me encontrava encostado pertencia a uma menina que havia falecido então com 17 anos de idade e que se chamava Mariana.
Fiquei realmente bem comovido. Isso certamente será parte integrante da minha vida, enquanto eu a tiver.
Por isso, me sinto na obrigação de levar rosas e rezar ao pé do tumulo dela sempre que vou a Jales, interior de São Paulo.
No Cemitério
Comentários
O que aconteceu com Mariana???
To Te Esperando Bjos Mariana!!!
:D
eu qndo caio de boca n consigo nem ficar em pé. mais mesmo assim c for verdad,
me comoveu :roll:
:P
O q aconteceu com o Rafael foi uma passoa de luz q o ajudou, mas nem todos tem a sorte de ver uma pessoa de Luz, então cuidado com comentarios idiotas e hipocritas.
Mariana morreu!!
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