Seg, 29 de Novembro de 1999 21:00
Escrito por João Paulo (Bragança, Portugal)
Era uma noite muito agradável de Verão.
Estávamos eu e a minha namorada no jardim de minha casa. Nisto eu digo-lhe pra irmos dar uma volta. Um pequeno pormenor:estávamos na minha casa da aldeia.
Pelo caminho fomos conversando um pouco até que passamos pelo cemitério. Cheguei ao portão e começo a brincar com Ivone:
- "Ah,ah,ah! Tou agora a ver ali o fantasma do Avô do meu amigo Ludgero! Ah,ah,ah!"
Mas Ivone, que não estava a gostar da brincadeira, logo me disse pra parar com a cena. Eu não liguei mas preferi que fossemos embora.
Estávamos a seguir pelo caminho de terra batida e quando tavamos quase nos beijando, ouvimos uns ruídos de trás de umas moitas. Ivone logo me puxou por um braço e me disse pra correr o mais depressa que pudesse. Eu não hesitei nem mais um segundo que fosse, desatamos a correr que nem uns loucos.
Chegamos á povoaçao e logo encontramos uma pessoa minha conhecida, e me disse:
- "Nossa! Parece que viram o Diabo em pessoa!"
Era verdade, é que eu até tinha botado um ovo se fosse um galináceo da espécie femenina, é que ao olhar pra trás ainda me deu tempo pra vislumbrar um vulto correndo na escuridão e depois se dirigir para o mato.
Contei-lhe o sucedido a Ivone e teve a mesma reação que eu, ficou lívida de medo. No outro dia pedi a meu irmão e a uns amigos pra irmos lá averiguar ao local da aparição. Encontramos nada mais, nada menos do que pegadas de quem anda descalço. Não ficamos também sem ir ao cemitério. E na campa do tal Avô do meu amigo Ludgero, parece que a terra foi remexida e depois ordenada com as mãos.
Eu não podia ter ficado mais assustado e contei pra todos o que se passou. Desde esse dia que não voltei a passar pelo cemitério á noite nem sequer pelo caminho de terra batida.
No Cemitério
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