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Isso aconteceu comigo há 7 anos atrás no ano de 1.999, quando estive em um Convento em São Paulo, no qual participávamos de um encontro de jovens.
Era um desses encontros de final de semana. Como eu participava ativamente do grupo de jovens em minha paróquia acabei indo participar desse Retiro o qual jamais esquecerei em toda a minha vida. Estava em um quarto com mais dois jovens chamados Maurício e Wellington. Como fiquei conhecendo a eles lá começamos a conversar cada um contando um pouco de si. Sei que a conversa foi tão animada que foi até mais ou menos uma hora da madrugada. Os quartos em que estávamos hospedados ficava no último andar desse Convento o qual tínhamos de subir de elevador. Um dos frades que nos conduziu disse que caso precisássemos de alguma coisa era só interfonar e nós dissemos que estava tudo bem. Como era mês de Novembro e estava quente resolvi descer até o Refeitório pegar água, porém como a hora já estava avançada fiquei com vergonha de interfonar e perguntei se algum dos dois queria descer comigo até o Refeitório. Detalhe: Para se chegar até o refeitório tinha de ser descendo pelo elevador. Como era noite via aqueles corredores imensos e completamente escuros. Como nunca havia presenciado nada relativo ao "Sobrenatural" resolvi que iria sozinho, pois ninguém se habilitou a ir comigo. Foi então que o Wellington disse que um frade dali dizia que o convento era assombrado e que costumava acontecer uma série de eventos estranhos. Como não acreditava nessas coisas e achando que o Wellington estava brincando resolvi descer no escuro mesmo. Saindo do quarto tive de andar um pedaço daquele corredor comprido até chegar no elevador e descer até o Térreo onde iria pegar a minha água. Deveria ter dormido com sede, que arrependimento! Chamei o elevador e quando ele estava descendo, como era um daqueles elevadores antigos, dava para se ver uma escada paralela. Foi quando de repente olhando pela escada vi um frade de capuz descendo, mas devido à escuridão não consegui ver o seu rosto. Achei estranho uma pessoa andando no escuro àquela hora da Madrugada. Quando o elevador parou no térreo sai e fui até em direção ao refeitório, quando passei por uma sala que eles chamavam Sala de Música e começo a ouvir o piano lá dentro tocar. Curioso chego até a porta e ouço que uma música está sendo tocada, porém a sala estava apagada. Já comecei a sentir um certo temor e tratei de apressar os meus passos o mais rápido que pudia, pegar essa água e subir correndo para o quarto. Foi quando cheguei no refeitório e rapidamente ascendi a luz, peguei um copo de água na geladeira e coloquei um pouco de água dentro daqueles jarros de barro que servem para colocar água e tratei de subir para o quarto. Antes de eu chegar ao interruptor a luz se apagou sozinha. Foi aí que eu comecei a ficar apavorado e de repente começo a rezar e não sabia o que fazer. Quando então vejo o tal frade do capuz na porta de entrada do Refeitório, gelei da cabeça aos pés e minhas pernas começaram a tremer. Comecei a falar para mim mesmo que aquilo não passava de coisas da minha cabeça e resolvo dar boa noite ao tal frade, só que ele não respondeu. Perguntei o seu nome, quando ele virou as costas e saiu. Me deu uma enorme vontade de ir atrás. Quando chego na porta onde estava o frade não havia mais nada no corredor e o mesmo era muito comprido para se chegar até as escadas que davam para o elevador. Estava entrando em desespero tentando convencer a mim mesmo que nada daquilo estava acontecendo e correndo até a direção do elevador comecei a suar de nervoso. Quando passo em frente daquela sala de música a porta estava aberta e uma pessoa lá dentro chama-me pelo nome. Ela veio até mim só que esta era uma pessoa baixa, pois o outro frade aparentava ter mais ou menos uns 2.00m., enquanto que este que eu vi tinha mais ou menos 1.60m de altura.Também estava vestindo um hábito. Este eu consegui ver a feição, tinha uma barba rala, poucos cabelos nas laterais e calvo em cima. Estranhei como ele sabia meu nome se eu nem sequer o conhecia. Dizia se chamar Frei Daniel e contou-me que era o responsável pela parte da cozinha do Convento e que gostava muito de tocar piano, principalmente clássicos de Choppin. Meio constrangido disse que o ouvi tocando quando fui buscar água no refeitório e que ele tocava muito bem. O estranho é que eu ainda não havia visto esse Frei nos dois dias em que lá já me encontrava. Ele pediu então que eu subisse, pois já era tarde e que ele continuaria ali tocando mais um pouco. Não pensei duas vezes e quando entro no elevador, ouço passos na escada. Novamente comecei a entrar em pânico e fiquei sem coragem de subir, quando resolvo ir falar com o Frei Daniel se ele não poderia subir comigo e para meu espanto quando chego àquela sala de música a porta estava fechada e quando eu a abri já não havia mais ninguém lá e tudo estava apagado. Comecei a rezar o Pai Nosso e pedir para que Deus iluminasse o meu caminho, estava tremendo completamente sem ação. Ouço novamente aqueles passos no Corredor e me tranco dentro da sala de Música. Segurando aquele jarro de água suava como nunca suei em toda a minha vida. Quando vejo que tentam abrir a fechadura e pergunto quem é e nada de resposta. Meu coração já estava saindo pela boca e então começo a chorar copiosamente pedindo a Deus que o que quer que fosse que mandasse aquilo embora. Peguei o meu terço que estava no bolso e fiquei orando ali mesmo, quando sinto o toque de uma mão em meu ombro e quando eu olho, quase morri de susto vendo aquele frade enorme bem ali na minha frente. Soltei um grito tão alto bem no meio da Madrugada que acho que acabou acordando o Convento inteiro. Então luzes começam a se acender e vejo Frei Bernardino que era o responsável pelo encontro perguntando o que eu fazia ali àquela hora. Só conseguia chorar e os Irmãos, que há esta hora estavam quase todos lá em baixo, gentilmente me trouxeram um copo de água com açúcar a fim de que me acalmasse. Foi então que contei ao Frei Bernardino o que tinha acontecido, mal acreditando no que estava dizendo e ele me disse que talvez eu tinha tido algum pesadelo ou que isto era porque eu deveria estar muito cansado, foi quando lhe contei do Frei Daniel e então vi que sua feição estremeceu e ele me olhou com um olhar de grande espanto, pois esse Frei Daniel era um senhor, mas que já havia morrido há uns 20 anos atrás. O mais interessante foi que eu dei a descrição certa de como era esse Frei, segundo os Irmãos mais antigos que ali estavam. Só sei que depois que subi ao quarto em que estava hospedado falei ao Wellington que ele tinha toda a razão sobre aquele lugar e a partir daí nunca mais duvidei sobre as coisas sobrenaturais. Nem precisa dizer que não dormi essa noite e senti um enorme alívio por saber que no dia seguinte eu iria embora daquele Convento. Essa experiência que foi a primeira que eu vivenciei com o sobrenatural é algo que nunca mais irei esquecer.

Comentários  

+2 #1 Tico 22-08-2008 18:29
Uauuuu... Bem narrada, interessante, uma das poucas que posso dizer "acredito nesse cara" Parabéns...
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+2 #2 jasontb 17-06-2009 14:45
Concordo! Além de bem narrada, é super interessante. Gostei da estória, ótima!
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+2 #3 Nota 10miriam 07-07-2009 20:56
Voce narra um fato muito bemalém da história ser muito interessante.Nota 10 amigo,parabéns! .
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-1 #4 Minha nossaMary 08-11-2009 13:07
Imagino o pavor que vc passou, não queria estar no seu lugar e acrrdito em vcgyzxs
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+1 #5 parabens...natyzinha 22-12-2009 15:59
gostei muita da história... acredito em vc... mesmo q nao tenha acontecido nada de mal a vc, imagino como foi o pavor q vc sentiu...
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0 #6 conventobaby 23-12-2009 06:21
nossa amei essa historia
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+2 #7 isaanajulia 16-07-2010 07:49
eu fiquei quase roendo as mãos que historia otima
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0 #8 anajulia 16-07-2010 07:50
que medo
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0 #9 RE: Convento Assombrado******* 02-03-2012 18:58
gente acreditem se quiserem mais nao vou jurar pois quem jura mente.Vejam em um dia pela noite(eu LIVIA estudo a noie)no meu colegio as pessoas antes comentavam muito que ali haveria sido uma prisao e em minha sala muito ampla ali havia sido onde as pessoas haviam sido massacradas ou seja mortas por os guardas o sei la oq aquilo seja mais voltando para assunto tinha uma professora muito chata lá derrepente toca aula pra os alunos irem para a casa mais a professora(CLAU DIA)chata nao me deixou sair pois estava ouvindo musica na sala me deixou la e disse que eu so iria sair dela mais tarde fiquei la sozinha e derrepente quando tento abrir aquela porta muito fraca e fragil um homem me aparece e olha em minha direção e fala "!vc nao vaiu sair " e começa a dar altas risadas eu começo a empurrar e a gritar pedindo por socorro derrepente me aparece a diretora e pergunta porque toda essa gritaria toda menina eu sai sem dar explicaçoes pois sabia que iria ser motivo de xarada mais pedi a minha mae para me por de manha e nunca mais voltei a estudar a noite
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Verdadeiras Assombrações

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