Qui, 20 de Abril de 2006 16:45
Escrito por Fabrício Cortes
Estou enviando o primeiro de três casos estronhíssimos da minha família
(ou clã, pois é um pessoalzinho grudado uns nos outros para caramba).
O primeiro aconteceu quando minha avó era criança. Ela e a família moravam numa fazenda na região de Juiz de Fora. O avô dela, meu trisavô portanto, morava com minha bisavô e bisavó. Era uma pessoa muito simples, que sempre foi trabalhador rural e só usava sapato para ir a missa. Um dia, como todos nós vamos um dia, ele morreu. Como ele não tinha terno, meu bisavô "emprestou" um para ele. Claro que não receber de volta... Bom, só que meu bisavô "derramava" um pouco. É fato conhecido que o interior de Minas produz uma das melhores cachaças do país. E como meu bisavô gostava. Quando ele bebia demais ele se exaltava e falava um monte de besteira. Entre elas estava a pérola que ele jogava na cara da minha bisavó: "E seu pai era um miserável. Eu que tive que dar o terno para o velório".
Uma noite todos os adultos estavam conversando na sala da sede da fazenda e minha avó foi para uma despensa que ficava do lado de fora da casa. Ela não lembra muito bem porque. Mas o que aconteceu depois ela nunca esqueceu. Os adultos ainda conversavam quando ela voltou tremendo de medo, quase chorando e com o cabelo literalmente em pé. Minha bisavó perguntou,
preocupada:
- O que foi minha filha ?
- Mamãe, eu vi um velhinho lá atrás com uma roupa no braço.
- Que velhinho, que roupa ?
- Acho que era vovô que veio devolver o terno.
Depois dessa meu bisavô nunca mais falou nada do bendito terno. Acho que ele não iria querer usar de novo.
Fantasmas Amigos
Comentários
Pode até ser, mas eu acho difícil. Minha avó sempre foi muito séria, desde pequena. Mas quando se trata da cabeça de uma criança, muita coisa pode ser só ilusão. Já a outra história (que ainda enviarei) teve mais de uma testemunha.
:eek:
adorei sua história e apesar de sua avó não tê-la achado fiel ao que vc descreveu, valeu pelo relato em si, sua veracidade(impo rtantíssimo) e por vc ter se disposto a isso.
Obrigado pelo comentário Primavera. Alguns detalhes. 1) Minha avó na época tinha entre dois e três anos. 2) O suposto fantasma não apareceu na despensa e sim na porta do quarto do avô de minha avó. Quando eu reescrever a história, vouo colocar todos os detalhes corretos, ok ? Grade abraço
AH! MAIS UMA COISA, NÃO ESQUEÇA DE APRENDER A ESCREVER EXISTEM MUITOS ERROS DE PORTUGUÊS.
deixo aqui a sugestão,para quem visita e/ou frequenta o site, de comentar sem criticar erros de escrita ou relacionados. as pessoas não são iguais e o que vale é a intenção, interesse e boa vontade. Jesus Cristo não vê os nossos erros e quem somos nós para fazermos isso, com o próximo?
Estou aguardando suas novas histórias conforme citado no início desta matéria.
Grata
Desculpe rata, mas a história é exatamente como minha avó conta, não posso melhorar. Na verdade estou pensando em reescrever para adicionar alguns detalhes, mas o relato é apenas isso. Quanto aos erros, perdão. Eu escrevi esse história meio com pressa, no meio do expediente. Não conte para meu chefe ;-)
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