Histórias de assombração não faltam aqui no Rio Grande do Sul. E durante toda minha infância e adolescência ouvi muitas delas contadas pelo meu avô Bráulio, cara bagual aqui dos pampas, gaúcho invocado que percorreu essas coxilhas tocando gado com seu pai, outro tropeiro macho.
Vô Bráulio morreu dia 5 de setembro. Conta histórias em outras bandas agora.
Contava ele que em certa região existia um pontilhão mal assombrado. Muitos cavaleiros que ali passavam durante a noite viam um vulto se arrastando por lá. O fantasma era temido e até o mais corajoso dos gaúchos tinha medo de cruzar o pontilhão.
Um gaudério mais intrigado resolveu porém tirar a limpo a história. Encilhou o cavalo, encheu de bala a arma e se lançou na aventura de atirar no fantasma que se arrastava por lá.
Chegando no pontilhão avistou de longe o vulto. Um calafrio correu pela sua espinha. Segurou a tremedeira , mirou e atirou. Assim que o vulto tombou o cavaleiro tocou as esporas no cavalo e se aproximou do assombro caído.
Ali estava: uma ovelha com a pata fraturada. Mancava a pobrezinha porque tinha uma pata quebrada. Pensavam todos que era um fantasma se arrastando.
Desfeito o mistério restava tirar proveito do fato, afinal a bichinha já estava morta. Rendeu então um bom pelego novo pro atirador e um churrasco de lamber os beiços!
Vô Bráulio, que saudades você deixou!
Comentários
James Pizarro
Santa Maria, RS
OBS.:Powered by Jack Bacon. 8)
Narinha realmente voce escreve muito bem... Beijos do teu primo predileto..
Cristina
Saco??
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