Certa vez, uma família amiga minha (era composta por 5 membros - pai, mãe, um filho, uma filha e um sobrinho), resolveu fazer um pic-nic aqui em Jundiaí-SP. Procuravam um lugar na serra do Japi, o que não foi possível, pois estavam havendo muitas queimadas naquela época. Pararam com o carro num lugar plano, cheio de muito verde. Enquanto as mulheres preparavam tudo, os homens resolveram explorar um pouco o ambiente. Conseguiram encontrar um pequeno riacho, descendo um pequeno barranco perto de onde estavam. Mas não foi apenas o riacho que eles viram. Nas margens dele, encontravam-se os todos os tipos de velas (de todas as cores,"6","1"); animais mortos, esqueletos e oferendas (uns potes de barro cheios de comida). E o pior de tudo: havia também uns pequenos caixões brancos (como se fossem de criança) espalhados pela margem. Eles voltaram correndo e comentaram com as mulheres. Como este era o único lugar que tinha água, não tinha jeito. Elas teriam que ir lá também. A mãe havia comentado que era só não mexer que estaria tudo bem. Então logo depois de terminado o pic-nic, todos desceram novamente para lavar as mãos. Foi então que algo relamente estronho aconteceu com a mãe. Ela olhava pro riacho como se estivesse hipnotizada. Ficou ali parada um tempão. O filho mais velho lhe deu um pequeno tapa nas costas e assim ela saiu do transe. Ela falou que ouviu uma voz, vindo do rio como se estivesse dizendo "Venha, venha para mim". Todos ficaram assustados e resolveram sair logo do lugar. Começaram a arrumar tudo e de repente, do nada surgiu um senhor negro, com uma barba grande, branca e comprida e carregava uma enxada (tipo o preto velho) ele parou e pediu um fósforo para acender o seu cigarro de palha. Como ninguém fumava e não se utilizaram do fogo para o pic-nic, o pedido dele foi negado. A mãe apenas lhe ofereceu um lanche e ele o aceitou. Se despediu e saiu seguindo a estrada (era uma estrada de terra muito comprida). Assim que guardaram tudo no carro, puderam perceber que a tampa do tanque da gasolina (aquele que só abre com a chave) havia sido arrancado e que um pneu havia sido furado. Acharam que foi o velho, mas quando olharam para a estrada, ele havia sumido. Como a estrada era realmente comprida, eles ainda deveriam avistá-lo. O que não aconteceu. Trocaram o pneu furado e saíram daquele lugar estronho. Foi quando repararam onde eles haviam entrado: pelo caminho, na margem da estrada havia estacadas no chão várias cruzes, com dizeres esquésitos que eles não conseguiram entender. E na última cruz, no final da estrada, havia uma enxada encostada na árvore e sob o pé da cruz o lanche que a mãe havia dado àquele senhor.

Comentários  

+2 #1 Guest 31-08-2008 15:59
Legal
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+2 #2 silvana 21-08-2010 22:50
super legal jheehhehe
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