| 16 Novembro 2000
Edição: O Guardião
Muitas vezes ao assistir um filme de terror ou sobre a idade média, nos deparamos com cenas onde o mocinho é torturado em verdadeiras parafernálias, que de tão cruéis, chegamos a pensar que é coisa de filme e que não poderiam existir tais instrumentos.
Mas não é não... Quando comecei a procurar na internet informações sobre instrumentos de tortura, pensei que ia encontrar apenas aquilo que já havia visto em filmes ou livros de aventura e ficção. Mas o que foi encontrado causa arrepios até mesmo no Guardião.
Fica difícil até escolher um termo ideal para definir o nível de crueldade e sadismo daqueles que criavam esses instrumentos. Principalmente para quem utilizava o nome de Deus para torturar e humilhar outro ser humano para servir de "exemplo" para quem quisesse continuar indo contra os seus interesses... os interesses da "igreja".
Se você acha a guilhotina, a forca, o tronco e a fogueira uma coisa terrível, de causar náuseas, prepare-se para o que você vai ver a seguir.
Berço de Judas (também conhecido como despertador de Judas)
A vítima era primeiro içada pelas correntes e em seguida posicionada de tal modo que o peso de seu corpo fazia com que a ponta da pirâmide pressionasse seu ânus, vagina ou escroto. Isso fazia com que a vítima não pudesse dormir, pois seu corpo cairia sobre a ponta.
Alguns carrascos gostavam de balançar as vítimas durante os interrogatórios ou ainda içar e soltar repetidamente seus corpos sobre a pirâmide.
Dizem que alguns países da América Latina ainda utilizam esses instrumentos em membros de guerrilhas.
A vítima era primeiro içada pelas correntes e em seguida posicionada de tal modo que o peso de seu corpo fazia com que a ponta da pirâmide pressionasse seu ânus, vagina ou escroto. Isso fazia com que a vítima não pudesse dormir, pois seu corpo cairia sobre a ponta.
Alguns carrascos gostavam de balançar as vítimas durante os interrogatórios ou ainda içar e soltar repetidamente seus corpos sobre a pirâmide.
Dizem que alguns países da América Latina ainda utilizam esses instrumentos em membros de guerrilhas.
Cadeira de Pontas
A vítima era fortemente amarrada, de forma que as correias pressionavam o corpo contra as pontas enferrujadas. Em alguns casos eram utilizados pesos sobre o corpo do condenado.
A cadeira por sí só não era fatal, mas a vítima na maioria das vezes, acabava pegando uma infecção ou até mesmo tétano, vindo a falecer dias ou semanas depois.
Cinto de Castidade
Todos nós ouvíamos falar do cinto de castidade como um instrumento que teria como principal objetivo, manter a todo custo, a fidelidade das esposas de cavaleiros que partiam para as batalhas. Mas existem indícios que isso não passa de um mito.
Se as mulheres fossem submetidas a longos períodos presas nesses cintos, contrairiam doenças, infecções e até mesmo dilacerações causadas pelo ferro.
Então, o que seria o cinto? para que servia?
Em alguns casos, as próprias mulheres se trancavam em seus cintos por um período de um ou dois dias, para evitar estupros. Era comum viajantes e cavaleiros que passavam pelas cidades, se embebedarem nas tabernas e depois sairem pelas casas procurando por mulheres para satisfazerem suas vontades. Enquanto os forasteiros estavam por perto, as mulheres se protegiam utilizando o cinto de castidade.
Mas então, por que considerá-lo um instrumento de tortura?
Por que era uma tortura. Humilhação para o corpo e espírito, imposta pelo medo do homem. Medo de sofrer nas mãos daqueles que agiam pelo instinto, como animais.
Donzela de Ferro (Iron Maiden)
Existem registros de vários tipos de instrumentos de tortura providos de duas portas com fincos internos. Alguns fixos e outros móveis, que poderiam ser regulados a cada dia, penetrando aos poucos na carne da vítima.
Na maioria das vezes, a vítima não morria imediatamente. Ficava por horas gritando de dor antes de falecer.
O mais famoso desses instrumentos ficou conhecido como a Donzela de Ferro de Nuremberg.
Esmagador de Cabeças
Parece óbvio, mas vamos comentar assim mesmo...
O queixo do condenado era colocado na parte inferior do instrumento e a parte superior em formato de cuia se encaixava sobre o crãnio.
Primeiro, os dentes eram esmagados e quebrados. Em seguida o maxilar. Os olhos saiam das cavidades e finalmente o cérebro era esprimido e saia pelas rachaduras do crânio já totalmente destruído.
Em alguns países, o esmagador de cabeças ainda é utilizado em interrogatórios, mas tem suas bases acolchoadas para não deixar marcas nos interrogados.

Gaiolas Suspensas
Até o fim do século XVIII era comum encontrar gaiolas suspensas em becos e ruas das principais cidades européias.
Os condenados eram torturado e parcialmente mutilados antes de serem colocados nas gaiolas. Depois, estando nús ou quase nús, eram pendurados em locais públicos para que servisse de exemplo.
Morriam de fome ou sede, frio ou ensolação. Por terem sido mutilados anteriormente, era comum ver pedaços de corpos no chão, pois a medida que iam apodrecendo, suas partes mutiladas iam se soltando.
Garfo do Herege
Com as quatro pontas super afiadas, o garfo penetrava a carne do herege sob o queixo o sobre o peito, de modo que ficava impossível muitos movimentos. O máximo que se ouvia dessas pessoas eram sussurros.

Guilhotina
Sempre associamos a guilhotina com a revolução francesa de 1789-93. Porém versões primitivas e menores já eram utilizadas por volta do século XIV, especialmente na Escócia.
O médico francês Joseph-Ignace Guillotin foi quem promoveu uma lei que definia o tal instrumento para executar os condenados. Antes de utilizarem oficialmente, foram feitos vários testes em cadáveres no hospital municipal de Paris.
Alguns cientistas da época defendiam a tese de que mesmo depois de decaptada, a pessoa ainda teria um tempo de vida suficiente para que tivesse consciência do que estava acontecendo, ou seja, que sua cabeça estava rolando no chão ou caída numa cesta.
A Guilhotina passou a ser chamada assim, após o ano de 1800. Foi utilizada por vários países no mundo, mas na França só foi aposentada em 1981 quando foi abolida a pena de morte por Mitterrand.
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Pata de Gato
Esse instrumento era normalmente preso a uma manivela curta ou cabos e lanças. Serviam para arranhar a carne das vítimas até que ficassem expostos os ossos.
Eram utilizados na face, costas, membros e peito.
Pêra (oral, retal e vaginal)
A pêra era introduzida na boca, vagina ou ânus da vítima e através de parafusos, era expandida até sua abertura máxima. As pontas de ferro que você pode ver nas extremidades acabavam por dilacerar as partes internas dos órgãos afetados.
A pêra retal era utilizada em homossexuais masculinos, enquanto a vaginal era aplicada em mulheres acusadas de união sexual com Satanás ou parentes dele.
Uma curiosidade: Existem pouquissimos relatos de tortura nos testículos. Alguns estudiosos hipoteticamente, falam sobre uma certa compreensão fraternal por parte dos "juízes-torturadores" que, em contra-partida, viam nas mulheres o mistério da fertilidade. Como não podiam compreender, apavorados, se vingavam nos órgãos genitais femininos.
Rasgador de Seios
Frias ou incandescentes, as quatro garras rasgavam lentamente os seios de mulheres condenadas por heresia, blasfêmia, adultério, aborto induzido, magia branca erótica e outros "atos libidinosos".
Em alguns lugares, como Alemanha e França, até o final do século XIX os rasgadores eram utilizados também em mães solteiras.

Rédeas ou mordaças de aço
Um tipo de mordaça de metal, em sua maioria, no formato de uma gaiola que era colocada sobre a cabeça do indivíduo. Em alguns casos era enfiado na boca um pedaço de metal (às vezes com pontas afiadas) para evitar que a pessoas falasse alguma coisa. Era utilizado principalmente em donas de casa "rebeldes" e em bruxas, para que essas não pudessem mais cantar ou lançar seus feitiços. Na Inglaterra, em algumas vilas e cidades, eram utilizadas velhas casas para servirem de "cadeia" para essas pessoas enquanto estavam com as rédeas. As pessoas eram convidadas a passar pelo local para ver e humilhar quem estava preso. Há indícios de que esse instrumento surgiu na Escócia, no século XVI e de lá passou para a Inglaterra. Foram encontrados alguns poucos na América onde eram usados mais como castigo e humilhação, enquanto que na Europa o objetivo era a tortura.
Roda
Era uma das mais utilizadas formas de tortura da antiguidade. Existem evidências de sua utilização na Inglaterra, Holanda e Alemanha entre o ano de 1100 a 1700. Podia ser usada de duas formas:
Eram quebrados os ossos das juntas da vítima (pulsos, joelhos, cotovelos, ombros), para que essa pudesse ser "trançada" entre os raios da roda. Estando a vítima nua e com os membros trançados, a roda era suspensa e ficava exposta em praça pública ou em locais chamados de docas de execução. As vítimas agonizavam até a morte, muitas vezes com os ossos expostos.
Outra forma utilizada: O réu era amarrado com as costas na parede externa da roda. Debaixo da roda eram colocadas pontas de lanças ou outros instrumentos pontiagudos (às vezes em brasa) e o carrasco girava a roda, fazendo com que o condenado fosse despedaçado a cada giro da roda.
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