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Essa matéria foi retirada do Newsletter Bimestral Terceiro Poder e tem a autorização da autora, Shirlei Massapust. Se você quiser saber mais sobre o Terceiro Poder, clique aqui.

Eu me lembro de ter lido em alguns jornais, no início da década de 90, o caso de uma mulher que, ao voltar do trabalho para a casa teve a desagradável surpresa de encontra-la coberta de excremento... A polícia rapidamente descobriu que o fato deveu-se a uma falha num depósito ligado ao banheiro de um avião que superlotou e abriu durante o vôo. Uns meses depois uma outra mulher saiu do supermercado e, quando foi guardar as compras no carro descobriu-o completamente destruído debaixo de um enorme meteoro. A seguradora recusou-se a pagar os prejuízos alegando que não cobria "atos de Deus". Contudo esta mulher guardou a pedra e conseguiu vendê-la por um valor bem mais elevado que o de seu antigo carro. Um caso um pouco mais complicado ? e menos engraçado ? que estes, ocorreu no começo de Junho deste ano, quando foi divulgada a notícia de que uma «chuva de peixe» assustou agricultores na Etiópia:

«Trabalhadores rurais flagelados pela seca no sul da Etiópia foram surpreendidos por uma inusitada chuva de peixes, disse um jornal local nesta quarta-feira. A rara chuva fez com que milhões de peixes despencassem do céu, alguns mortos e outros ainda se debatendo, criando pânico entre os agricultores mais religiosos. Saloto Sodoro, especialista em peixes na região, atribuiu o fenômeno às fortes tempestades formadas no oceano Índico que "sugaram" os peixes antes de derrubá-los sobre os incautos fazendeiros. O sul da Etiópia enfrenta há dois anos uma seca que, segundo equipes humanitárias, ameaça a vida de oito milhões de pessoas.»

Chuvas como esta já ocorreram antes em outras partes do mundo des da antigüidade... E nem sempre tiveram uma explicação tão racional... De acordo com o "Atlas do Extraordinário", houve «uma chuva de peixes ocorrida em Sojonia em 989 e uma chuva de rãs ou sapos em 1355, dois dos incidentes que aparecem ilustrados na Crônica de maravilhas e espetáculos, (1557).»; «No século IV produziu-se no distrito grego de Quersoneso uma chuva de peixes que durou três dias. Caíram tantos peixes que bloquearam as ruas, impedindo de abrir as portas. Não há nada de estranho que a cidade cheirasse a peixe durante semanas inteiras.» Nas Histórias, de Heraclides Lembus, consta que:

"Na Peônia e na Dardânia, houve chuvas de rãs, e seu número era tão grande que elas encheram as casas e as ruas. Nos primeiros dias, as pessoas as matavam, fechavam as casas e faziam o que podiam. Mas depois nada mais havia a tentar para por fim àquilo; as vasilhas se enchiam de rãs, que eram encontradas cozidas ou assadas juntamente com os alimentos. Além disso, não se podia usar a água nem pisar no chão, coberto como estava desses bichos. Repugnados com o mau cheiro das rãs mortas, os habitantes fugiram desses lugares."

Uma chuva de avelãs fossilizadas ocorreu em Dublin no ano de 1867, e segundo o Symons Monthly Meteorological Magazine, caíram com tal força que "mesmo a polícia, protegida por chapéus especialmente reforçados, foi obrigada a abrigar-se da fuzilaria aérea!"

Há, naturalmente, relatos de épocas bem mais recentes: «Em ocasiões encontra-se algum fragmento de granizo muito grande, formado ao redor de um núcleo estranho. Em 1882 caíram em Dubuque, Iowa, dois granizos muito grandes que continham rãs (ainda seguiam vivas quando o gelo se derreteu); e perto de Vicksburg, Mississipi, caiu em 1894 outro fragmento de gelo que continha uma tartaruga de terra do tamanho de um tijolo. (...) De vez em quando, cai uma pedra de granizo verdadeiramente colossal. Uma delas caiu em 1973 aos pés de um meteorologista de Manchester, Inglaterra, depois de um relâmpago isolado. Estava composta por 51 camadas alternantes de gelo transparente e bolhas. Ao cair rachou-se, mas os fragmentos pesavam entre 1,5 e 2 kg. Não foram encontradas impurezas que indicassem que o bloco se tivesse formado ao redor da água expulsada pelo desagüe de algum avião. Parece que foi formado pelo raio, por algum processo desconhecido. Os fenômenos meteorológicos são sempre surpreendentes, mas às vezes resultam verdadeiramente assombrosos, como quando caem do céu objetos estranhos e inclusive animais em lugares muito afastados de qualquer possível ponto de origem.»

Casos de chuvas inexplicáveis foram recolhidos por David Ludlum, editor de Weatherwise, autorizada revista americana de meteorologia: «Um arenque de 33 cm caiu na Main Street, Buffalo, Nova York, em 1819; uma "pesada chuva" de arenques despencou sobre o Cemitério Old Fellows, em Sacramento, Califórnia, no ano de 1879; uma porção de peixes e uma lula de 25 cm "choveram" sobre Boston, em 1941; uma tartaruga terrestre, dentro de um bloco de gelo, caiu em Bovina, Mississipi, em 1894; patos congelados espatifaram-se em Worcester, Massachussetts, em 1933; milhares de peixes coalharam o Terminal de Magnolia, em Thomasville, Alabama, em junho de 1957 (fato idêntico ocorreu em Wichita, Kansas, em 1899); lagartos d'água desceram do céu em Utah, em 1870; "bagres, percas e uns peixes que pareciam trutas" choveram sobre o Kershaw County, em 1901; oito anos antes, em Wentwort, na Anson Street, em Charleston, um jacaré caíra do céu.» Uma chuva de rãs, foi presenciada por uma inglesa no dia 12 de junho de 1954. Naquela tarde, a Sr.ª Sylvia Mowday levou o filho pequeno e a filha a uma exposição organizada pela Marinha Real, em um parque em Stuton Coldfield, Birmingham. Conta ela:

"Depois de visitar a exposição, fomos a uma feira que ficava do outro lado do parque. A caminho de lá, caiu uma pesada e inesperada tempestade. Tentamos chegar a um grupo de árvores. Minha filhinha de quatro anos abriu sua pequena sombrinha vermelha, e ouvimos essas coisas batendo nela. E quando olhamos, para nosso espanto, era uma chuva de rãs. Caíam do céu, às centenas. A sombrinha e nossos ombros ficaram cobertos, e quando levantamos os olhos, vimos as rãs caindo como se fossem flocos de neve. Olhando para baixo notamos que o chão estava coalhado, numa área de uns quarenta e cinco metros quadrados. Ficamos com medo de pisar nelas, eram tão minúsculas. Mediam de dois a três centímetros, eram de cor cáqui, com pequenas manchas amarelas, exatamente como são quando nascem."

Verificou-se depois que a Sr.ª Mowday não fora a única cidadã de Sutton Coldfield a presenciar a chuva de rãs. O mesmo acontecera dez anos antes, em agosto de 1944, com o Sr. John W. Pittman, também nas Midlands inglesas. Pittman, a esposa e dois filhos haviam ido de ônibus a uma pequena aldeia situada entre Tamworth e Lichfield. Fazia um dia quente, mas, quando desciam a estrada, foram surpreendidos por uma chuva forte. De repente, a estrada ficou coberta de minúsculas rãs, que só podiam ter caído juntamente com a chuva, na aldeia de Hopwas.

Uma chuva de rãs que alcançou maior divulgação foi testemunhada pela conhecida colunista Veronica Papworth. Em 1969, ela vivia numa casa no alto de uma colina em Penn, Buckinghamshire. Vejamos como ela contou sua história no Sunday Express, de Londres.

"Lembro-me muito bem que nos preparamos para ir a um jantar quando caiu uma inesperada tempestade. As portas e janelas estavam abertas e choveram rãs. Pequeninas. Centenas, milhares delas, entrando aos saltos e cobrindo todo o assoalho. E a gente não pode matar rãs com jornais dobrados. Com tanta rapidez quanto as expulsávamos da casa, voltavam elas. Chegamos atrasadíssimos ao jantar e, por sorte, quando chegamos mesmo, encontrei duas delas em minhas calças compridas para confirmar a história."

Charles Fort reuniu numerosos relatos de chuvas de rãs. Entre as mais espetaculares, temos esta espantosa história de rãs e cavalos: "O Sr. Stoker estava dirigindo pelo Newark Valley, uma das mais extensas regiões desérticas de Nevada, quando, de repente, caiu uma tempestade e, com ela, vieram as rãs. Depois foram cavalos, apoiados em suas patas traseiras." Ele também criou a hipótese da existência de "Genesistrina", uma espécie de depósito de vida suspenso na atmosfera. Diz ele: «relativamente aos nossos dados acerca de substâncias gelatinosas que afirma-se que tenham caído do céu sobre a terra juntamente com os meteoritos, acreditamos que os meteoritos tenham dilacerado os tremulantes mares protoplasmáticos de Genesistrina - contra os quais colocamos em guarda os aviadores se não querem correr o risco de morrer numa reserva de vida ou de se encontrarem empastados como uva-passa num doce de creme - e que os meteoritos tenham destacado massa gelatinosa ou protoplasmática que tenham caído com eles. Ora, o elemento de positividade de nosso quadro clama pelo aspecto da completude. Lagos supergeográficos com peixes no interior. Meteoritos que mergulham através destes lagos direto para a terra.»

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Comentários  

0 #1 MarcãoVisitante 03-10-2005 04:41
Ainda bem que não choveu penis!
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0 #2 shogun 05-12-2005 06:13
Putz, haja rã no mundo! :eek:
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0 #3 JonesVisitante 11-01-2006 15:28
Será que ficaram enguias grudadas nos para-raios?
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0 #4 FrancieleVisitante 10-08-2006 15:27
Um pouco absurdo, qual seria a explicação? Uma mais convincente.
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0 #5 Lucas 30-12-2009 20:59
A teoria do ultimo paragrafo está entre as coisas mais loucas que ja li! O cara que as desenvolveu provavelmente fumou um baseado durante! xD
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